- Gelephu International Airport, com abertura prevista para 2029, recebeu o prêmio Future Project of the Year no World Architecture Festival de 2025.
- O aeroporto terá capacidade para até 123 voos diários e será a porta de entrada para a Gelephu Mindfulness City, projeto que visa transformar o turismo no país.
- Bhutan mantém o modelo de turismo de alto valor e baixo volume; a taxa de desenvolvimento sustentável passou a ser cobrada por pernoite, em vez do pacote diário anterior.
- A nova infraestrutura deve ampliar o acesso ao sul subtropical do reino, hoje pouco visitado, conectando-se a uma futura linha férrea de 69 km até Assam, na Índia.
- O plano envolve o GMC como área administrativa especial e busca atrair visitantes para atividades como trilhas, retiros espirituais e experiências de ecoturismo, destacando a diversidade natural da região.
A região sul do Bhutan recebe um projeto que promete mudar a forma como o país é acessado. O Gelephu International Airport, com inauguração prevista para 2029, visa abrir as portas do reino para visitantes internacionais.
A obra envolve a participação de 12 mil voluntários liderados pelo rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck. No terreno próximo à fronteira com a Índia, operários trabalham para preparar a área de Gelephu, já destino de uma futura cidade mindfulness.
O aeroporto recebeu o prêmio Future Project of the Year no World Architecture Festival de 2025. Sua estrutura de madeira local busca regular a umidade e remeter aos cenários montanhosos do país.
Com capacidade para 123 voos diários, o projeto também funciona como porta de entrada para a Gelephu Mindfulness City, um empreendimento que pretende transformar a economia e a mobilidade no sul do Bhutan.
O contexto do país
O Bhutan mantém a política de turismo de alto valor e baixo volume, para proteger seu patrimônio cultural. Desde 2022, cobra uma Taxa de Desenvolvimento Sustentável por noite, em vez do pacote diário anterior.
Antes, Paro era o único aeroporto internacional do país, com voos limitados e itinerários complexos para chegar a destinos como Américas e Europa. O local exige voos curtos e manobras desafiadoras a partir de vales estreitos.
O Gelephu Airport muda esse cenário ao facilitar acesso ao sul sub-tropical do reino, hoje pouco explorado por viajantes internacionais. A expectativa é ampliar opções de lazer, natureza e espiritualidade na região.
A visão para Gelephu e GMC
O governo espera que Gelephu se torne um hub de aviação no território, conectando passageiros a destinos no país e na região. O governador do GMC, Bakong Wangchuck, aponta a importância de voos frequentes para sustentar a proposta.
A Gelephu Mindfulness City pretende abrigar moradores, empresas e espaços dedicados à espiritualidade, com metas de 1 milhão de residentes até 2060. Também está prevista uma linha férrea de 69 quilômetros até Assam, na Índia.
O projeto recorre a incentivos para negócios internacionais, sem abrir mão da sustentabilidade. A expectativa é combinar turismo, habitação e infraestrutura com foco na preservação ambiental.
O que esperar na prática
A região sul oferece uma paisagem de palmeiras, lavouras de cardamomo e rios que atraem visitantes para caminhadas, observação de vida selvagem e experiências em homestays. Parques nacionais próximos abrigam espécies como elefantes, tigres e languras.
Especialistas destacam o potencial de ampliar atividades de ecoturismo, como trilhas de exploradores e passeios de rafting. A nova infraestrutura pode ampliar o fluxo de visitantes que hoje percorrem rotas tradicionais pelo país.
O planejamento também inclui centros de retiro budista e espaços para estudo, alinhados à identidade cultural do Bhutan. A intenção é harmonizar desenvolvimento, turismo e espiritualidade de forma sustentável.
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