- O Detran de São Paulo autorizou que candidatos usem o próprio carro na prova prática da CNH, com validade a partir desta sexta-feira, 1º de junho.
- A medida, prevista pela resolução do Contran, visa simplificar o processo e reduzir custos da habilitação.
- O exame custa R$ 52,83 e pode ser agendado diretamente no site do Detran; o veículo deve estar em bom estado, com licenciamento em dia e faixa com a palavra “autoescola”.
- O especialista Marcus Quintella classifica a decisão como “preocupante”, destacando possíveis problemas no treinamento e na segurança do veículo utilizado.
- Ele também ressalta a necessidade de rigor na prova e na fiscalização, além de acompanhar estatísticas sobre acidentes para avaliar o impacto da mudança.
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo autorizou o uso do carro particular na prova prática da CNH. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de junho, busca reduzir custos para quem habilita. O candidato pode agendar o exame pela internet do Detran e pagar R$ 52,83.
O veículo usado na avaliação deve estar em bom estado de conservação e com o licenciamento em dia. Além disso, precisa exibir uma faixa com a palavra autoescola, indicando a participação do interessado na prova com carro próprio.
A mudança já foi prevista em resolução do Contran, o Conselho Nacional de Trânsito. A decisão abre espaço para que quem não utilize uma autoescola tradicional possa fazer a prova prática com o próprio carro.
Preocupações de especialistas
Para o doutor em engenharia de produção e diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, a medida é preocupante. O especialista aponta que, embora reduza custos, pode comprometer o treinamento e a segurança durante a formação do motorista.
Quintella ressalta a necessidade de monitorar como será a condução desses veículos e como ficará a responsabilidade em caso de acidente. Ele também pede dados estatísticos para avaliar se há aumento no número de ocorrências com o novo formato.
Segundo ele, é essencial acompanhar os números de acidentes e a origem dos condutores habilitados sob as novas regras. A fiscalização rigorosa e a avaliação constante aparecem como exigências para evitar impactos negativos.
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