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Homem que baleou voluntário e manteve família refém na enchente é condenado no RS

Homem é condenado a vinte e seis anos por atirar em voluntário durante enchente em Porto Alegre e manter família refém no bairro Rubem Berta

imagem meramente ilustrativa / Giulian Serafim/PMPA / Porto Alegre 24 horas
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  • Homem é condenado a 26 anos de prisão em Porto Alegre por atacar um voluntário que distribuía marmitas durante as enchentes de 2024.
  • O crime ocorreu em 4 de maio de 2024, no bairro Rubem Berta, na zona norte, quando a vítima foi atingida por um tiro na cabeça.
  • Em ação de fuga, o suspeito invadiu uma casa e manteve uma família refém, usando arma com numeração raspada; entre as vítimas estava uma mulher de 80 anos.
  • Ministério Público destacou uso de sequestro e constrangimento para evitar punição; a decisão levou em conta motivação fútil e o recurso que dificultou a defesa da vítima.
  • Réu já estava preso preventivamente; não poderá recorrer em liberdade e o cumprimento da pena começa imediatamente.

Um homem foi condenado a 26 anos de prisão em Porto Alegre pela sequência de crimes cometidos durante as enchentes históricas de 2024. O veredito, após dois dias de julgamento, foi proferido no Fórum Central da cidade. O réu já estava detido preventivamente e seguirá preso, sem direito a recorrer em liberdade.

Na origem dos fatos, ocorridos em 4 de maio de 2024, o acusado atingiu um voluntário que distribuía marmitas para moradores atingidos pelas inundações no bairro Rubem Berta, zona Norte da capital. A vítima foi baleada na cabeça durante a ação solidária, sem qualquer provocação previa conforme apurado pela investigação.

Em fuga da polícia após o ataque, o criminoso invadiu uma residência próxima e manteve uma família refém. Entre os reféns havia uma mulher de 80 anos. A abordagem policial encerrou o caso e, segundo o Ministério Público, os sequestros foram usados para dificultar a punição.

O Ministério Público informou que as ações de cárcere privado e de constrangimento ilegal foram estratégias para manter o poder sobre as vítimas e evitar a responsabilização. O promotor Vinícius de Melo Lima destacou a importância da condenação para a segurança pública gaúcha. A decisão considerou as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima baleada.

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