- Globo Repórter, com William Bonner, mostra histórias de pessoas que mudaram de carreira em busca de novo sentido no trabalho, em reportagem exibida na sexta-feira.
- Uma pesquisa recente aponta que sessenta e um por cento das pessoas pretendiam procurar um novo emprego em 2026.
- Diva de Oliveira, bióloga de formação, virou confeiteira e hoje também oferece aulas de empreendedorismo para mulheres negras, pardas e indígenas.
- Daniela Loss deixou o banco após vinte e dois anos e passou a fazer sabonetes artesanais, vendendo em feiras e pela internet, com grande repercussão nas redes.
- Outras trajetórias incluem um taxista que divide o ano entre cidade grande e a região rural, um aposentado que faz cursos diversos e um engenheiro que atua como voluntário, reforçando a ideia de que mudar de caminho pode exigir planejamento e consciência.
Foi tema de abertura do Globo Repórter com William Bonner a investigação sobre as motivações de quem busca um novo propósito no trabalho. A medida analisa por que profissionais pensam em mudar de carreira e como encontram sentido.
A primeira reportagem, exibida na sexta-feira, aborda perguntas sobre parar ou seguir adiante. Bonner entrevista brasileiros que mudaram de área e consultou especialistas para orientar transições mais seguras.
Repensando o trabalho
O tema ganhou força entre trabalhadores de diferentes idades. Uma pesquisa recente aponta que 61% dos entrevistados pretendem buscar um novo emprego em 2026. A inquietação tem relação com o funcionamento do cérebro, segundo a neurocientista citada pela produção.
Da biologia para a confeitaria
Diva de Oliveira, bióloga graduada, deixou a carreira acadêmica para se tornar confeiteira. Ela explica que a satisfação foi retomada ao atuar na cozinha, abrindo um ateliê. Hoje, também ministra aulas de empreendedorismo para mulheres negras, pardas e indígenas.
Sabonetes, perfume e identidade
Daniela Loss trocou 22 anos de trabalho no setor bancário pela fabricação de sabonetes artesanais. O ponto de virada aconteceu durante uma viagem, quando percebeu a busca por rotina menos pesada. Hoje vende em feiras e pela internet, com forte engajamento online.
Trabalhar menos meses, viver mais tempo
Nem toda mudança envolve trocar de profissão: há quem ajuste a forma de trabalhar. Um taxista do Rio divide o ano entre a cidade e a família na Paraíba, mantendo oito meses de trabalho e quatro de descanso, para equilibrar renda e qualidade de vida.
Aposentadoria não é sinônimo de parar
Para alguns, a mudança vem com a aposentadoria. Um pastor e ex-cobrador encontrou motivação ao fazer cursos gratuitos, expandindo conhecimentos em elétrica, energias renováveis e edição de vídeo, para manter-se ativo.
Experiência como valor
Engenheiro aposentado continua envolvido em projetos sociais no sertão brasileiro. Ele aponta o etarismo como desafio na engenharia e defende o compartilhamento de conhecimento como forma de manter competências relevantes ativas.
Mudar de forma consciente
As histórias mostram um ponto comum: a transição exige planejamento, estudo e persistência. O objetivo é transformar desejo em virada real, com cautela e responsabilidade, abrindo espaço para novas trajetórias profissionais.
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