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Brasil entre os países mais inseguros para mulheres que viajam sozinhas

Brasil figura entre destinos de alta preocupação para mulheres que viajam sozinhas; 62% já desistiram de viagens por segurança, mesmo com crescimento de exploradoras solo

Renata Motta em viagem à Líbia, em 2025 — Foto: Arquivo pessoal
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  • Riskline aponta o Brasil como um dos países de alta preocupação para mulheres que viajam sozinhas, em um mapa que lista 29 nações nesse nível.
  • A pesquisa mostra aumento da ansiedade: de 64% para 70% entre um ano, e 62% das entrevistadas já deixaram de viajar sozinhas por segurança.
  • Os riscos citados vão desde assédio até agressão e discriminação, com variação de perigo por região no Brasil.
  • Destinos mais seguros para mulheres viajantes incluem Europa, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Singapura, China, Coreia do Sul e Austrália.
  • Dicas de segurança: manter contatos de emergência, viajar com pouca bagagem, usar localização em tempo real, ter seguro viagem e documentos digitalizados.

A pesquisa mostra que mulheres seguem viajando sozinhas, com crescimento de mais de 60% nos últimos três anos. Hoje elas representam 71% de todas as viagens individuais no mundo, segundo a Riskline.

O relatório aponta que a sensação de insegurança aumentou entre mulheres, de 64% para 70% em um ano. Assédio, agressão, discriminação de gênero e vulnerabilidade legal aparecem entre os riscos citados.

O Brasil figura entre os países com alta preocupação para mulheres que viajam sozinhas, segundo o mapa da Riskline, que lista 29 nações nesse patamar. Países da Europa e outros destinos como Canadá e Japão aparecem entre os mais seguros.

Panorama global e regional

Entre as Américas, Brasil, México, Haiti e Honduras constam na lista de maior risco. Na região Ásia-Pacífico, países como Afeganistão e Paquistão integram o grupo, assim como várias nações da África Subsaariana e do Oriente Médio.

O relatório ressalta que os riscos variam bastante por região no Brasil, exigindo precauções locais. Destinos considerados mais seguros para mulheres viajantes incluem grande parte da Europa, Canadá, Japão e Austrália.

Dados do Brasil

A pesquisa brasileira mostra que 6 em cada 10 mulheres já viveram situações que geraram insegurança em viagem desacompanhada. Pequenas e grandes cidades aparecem como cenários de risco, com maior vulnerabilidade entre negras e indígenas.

A pesquisa foi conduzida pelo Ministério do Turismo, com apoio da Unesco, em agosto de 2025, com 2.712 mulheres e 17 especialistas. Os resultados embasam políticas públicas com foco de gênero no turismo.

Casos e percepções

Relatos de viajantes destacam assédio como desafio recorrente. Uma entrevistada, com extensa experiência, compartilha recordações de incidentes no Egito, onde houve tentativa de acesso não autorizado ao quarto, reforçando a importância de medidas de segurança.

Entre as entrevistadas, há uma percepção de estigma: mulheres que viajam sozinhas são, por vezes, vistas de forma diferente em comparação aos homens. Construir redes de apoio entre viajantes é apontado como forma de reduzir medo.

Dicas de segurança

O guia oficial do Ministério sugere ações práticas: carregar aliança, planejar roteiros, salvar contatos de emergência e documentos digitais, manter conexão estável, hospedar-se em locais bem avaliados e viajar com pouca bagagem.

Outras recomendações incluem manter localização em tempo real, contratar seguro viagem e saúde, evitar bebidas não acompanhadas e ativar autenticação de dois fatores. Confiar no próprio instinto também é enfatizado.

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