- O Google apresentou no Cloud Next ’26 o Gemini Enterprise Agent Platform, substituto do Vertex AI, com identidade criptográfica única para cada agente e o gateway de agentes para auditar interações com dados da empresa, trazendo governança já no produto.
- A arquitetura centraliza controle: o plano é que governança, contexto e segurança estejam no centro da plataforma, não apenas no acesso ao modelo.
- Pesquisa da OutSystems aponta: 97% das empresas exploram estratégias de IA com agentes, 49% se consideram avançadas, mas apenas 36% têm governança centralizada e 12% usam uma plataforma centralizada para controlar o crescimento de IA.
- Diante disso, há um grande descompasso entre interesse e implantação: cerca de 17% já implantaram agentes de IA; mais de 60% esperam fazê-lo em até dois anos, e apenas 11% a 14% chegaram a escala de produção.
- O desafio permanece: integrar políticas de governança com identidades e permissões de múltiplos sistemas, tornando a centralidade de controlo um ponto decisivo para adoção empresarial.
Google apresentou oficialmente a governança de IA agentic como recurso nativo de produto, durante o Google Cloud Next ’26 em Las Vegas. A plataforma Gemini Enterprise Agent Platform surge como sucessora do Vertex AI, com foco em construir, escalar, governar e otimizar agentes.
A arquitetura inclui identidade criptográfica única para cada agente, garantindo rastreabilidade e auditoria. O Gateway de Agentes supervisiona as interações entre agentes e dados empresariais, levando governança embutida ao produto.
A lacuna de governança que não pode mais ser ignorada
Uma pesquisa com 1.879 líderes de TI, realizada pela OutSystems, aponta que 97% das organizações exploram IA agentic e 49% consideram suas capacidades avançadas. Ainda assim, apenas 36% adotam governança centralizada, 12% usam plataforma única para controle.
Outras leituras do mercado exibem tensões: Gartner aponta que apenas 17% já implementaram IA com agentes, ainda que mais de 60% planejem fazê-lo em dois anos. O equilíbrio entre intenção e implantação permanece estável, porém comprometido.
O que Google aposta ao lançar a plataforma
Analistas destacam que a aposta não é apenas no modelo, mas no controle: contexto, identidade e segurança ficam no centro da arquitetura. O tom é de que o produto oferece governança desde o início, ao contrário de ferramentas isoladas.
Essa estratégia implica maior integração com o ecossistema Google e maior dependência da plataforma para acesso a recursos de governança. Empresas devem avaliar custo, complexidade e integração antes de migrar.
Desafios de implementação e governança prática
Especialistas ressaltam que muitos projetos marcados como agentic são, na prática, automação com interfaces de conversa. Governança para agentes autônomos exige trilhas de auditoria, caminhos de escalonamento e autonomia limitada.
Estimativas indicam que mais de 40% de projetos de IA agentic podem ser cancelados até 2027, por valor incerto e governança fraca. Investimentos em arquitetura de governança hoje tendem a sustentar operações no longo prazo.
Compromisso e próximos passos
A plataforma de Google representa um avanço regulatório no setor, com ferramentas disponíveis em escala. O desafio para as empresas é definir o que cada agente pode fazer, quem responde por erros e como a plataforma será adotada internamente.
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