- A Polícia Civil do Amazonas indiciou a médica Juliana Brasil e uma técnica de enfermagem por homicídio doloso no caso da morte de Benício Xavier, 6 anos.
- A investigação aponta que a criança morreu após uma overdose de adrenalina aplicada na veia, quando o procedimento deveria ser por via inalatória, no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após a entrada na madrugada de 23 de novembro.
- A defesa da técnica de enfermagem ainda não foi localizada; a defesa da médica sustenta que não há nexo causal direto entre o atendimento inicial e o óbito ocorrido cerca de 14 horas depois, na UTI.
- A polícia apontou também a responsabilidade de dois diretores do Hospital Santa Júlia pela morte de Benício.
- A defesa da médica afirma que houve falhas técnicas de outros profissionais e possíveis problemas no prontuário, defendendo que houve intervenções posteriores que agravaram o quadro.
A Polícia Civil do Amazonas indiciou a médica Juliana Brasil e uma técnica de enfermagem por homicídio doloso, no caso da morte do menino Benício Xavier, 6 anos. A apuração aponta que a morte ocorreu por overdose de adrenalina aplicada por via endovenosa, supostamente diferente da forma indicada.
Segundo as investigações, Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia, em Manaus, na madrugada de 23 de novembro do ano passado, com tosse seca e suspeita de laringite. A criança acabou falecendo cerca de 14 horas depois, em outra unidade de terapia intensiva, após o atendimento inicial.
A polícia sustenta que houve falha na prescrição da adrenalina, que deveria ter sido administrada por inalação. A técnica de enfermagem Raíza Bentes afirma ter seguido a prescrição, apesar de estranhar a via de aplicação. O atendimento inicial incluiu três aplicações de adrenalina de 3 ml cada, com intervalos de 20 minutos, todas por via venosa.
A defesa da médica Juliana Brasil contesta o indiciamento, afirmando que não há nexo causal direto entre o atendimento inicial e o desfecho na UTI. O advogado alega que erros ocorridos após o atendimento contribuíram para o agravamento do quadro, e que houve falhas técnicas de equipes posteriores.
A defesa também aponta que houve intervenção de outras profissionais na UTI, como uma médica que tentou a intubação sem sucesso e intervenções adicionais na assistência. Além disso, alega-se que houve falha na documentação do prontuário eletrônico, o que teria dificultado a apuração dos fatos.
O Hospital Santa Júlia não se pronunciou sobre as conclusões da polícia até o momento. A polícia também apontou a responsabilidade de dois diretores da instituição pela morte, conforme apurado no inquérito, que segue em andamento.
A defesa da médica indica que a realidade causal envolve fatores técnicos ocorridos após o atendimento inicial e que merecem apuração separada. O caso permanece sob investigação, com nova análise requerida para esclarecer todos os desdobramentos e responsabilidades.
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