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Caso Benício: polícia conclui que morte da criança foi por erro médico

Polícia conclui que morte de Benício ocorreu por erro médico com overdose de adrenalina administrada por via intravenosa em hospital particular de Manaus

Médica Juliana Brasil, responsável pelo atendimento ao menino Benício
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  • A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, ocorreu por erro médico após prescrição excessiva de medicamentos.
  • Segundo laudos, houve overdose de adrenalina após ela ter sido indicada pela via intravenosa, aumentando o estado de risco do paciente.
  • Benício deu entrada no Pronto-Socorro do Hospital Santa Júlia em 22 de novembro de 2025, com diagnóstico de laringite aguda.
  • Na Unidade de Terapia Intensiva, foram administrados nove miligramas de adrenalina com concentração de um miligrama por litro, levando a insuficiência respiratória, entubação, parada cardíaca e morte cerebral às 2h55 de 23 de novembro.
  • A médica responsável, Juliana Brasil, foi indiciada por homicídio qualificado com dolo eventual, falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude processual; a enfermeira e o hospital também são citados em investigações, com relatos sobre falhas de protocolo e possível erro no sistema de receitas.

A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, ocorrida em novembro de 2025, resultou de erro médico após indicação excessiva de medicamentos em um hospital particular de Manaus. O laudo aponta overdose de adrenalina.

Benício chegou ao Pronto-Socorro do Hospital Santa Júlia em 22 de novembro de 2025, por volta das 13h, com febre e tosse há uma semana, sendo diagnosticado com laringite aguda, de acordo com o relatório.

Na UTI pediátrica, após a introdução de 9 miligramas de adrenalina em dose concentrada, o quadro piorou para insuficiência respiratória, houve entubação e o menino sofreu parada cardíaca, necessitando de suporte ventilatório.

Benício teve morte cerebral às 2h55 do dia 23 de novembro, com sangramentos pelo nariz, pela boca e nas pupilas.

Segundo depoimento do médico plantonista, a adrenalina deveria ser prescrita apenas para uso por inalação, com dose máxima de 5 mililitros. A enfermeira afirmou ter pouco tempo de serviço no hospital e não ter recebido treinamento ou protocolos formais, embora tenha conhecimento dos efeitos da adrenalina quando administrada intravenosamente.

A médica responsável pela prescrição, Juliana Brasil, alegou falha no sistema de cadastro de receitas, que teria mudado de uma prescrição inalatória para intravenosa. Ela afirma ter comunicado à mãe que a adrenalina seria nebulizada, mesmo o medicamento sendo aplicado por via intravenosa.

A autoridade médica também foi acusada de ter utilizado carimbo com registro de Pediatria sem qualificação comprovada pelo Conselho Federal de Medicina, e de ter supostamente adulterado vídeo sobre o sistema hospitalar e se ausentado durante o estado crítico da criança.

Juliana é indiciada por homicídio qualificado pelo emprego de veneno com dolo eventual, falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude processual.

A CNN Brasil tentou contato com o Hospital Santa Júlia e não obteve retorno; a defesa da médica não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para respostas oficiais.

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