- A Polícia Civil do Rio deflagrou, nesta segunda-feira, 4, novo desdobramento da Operação Rastreio, mirando núcleo ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP) responsável por fraudes bancárias por meio de celulares.
- Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em comunidades do Complexo do São Carlos, no Rio, e em endereços no estado de São Paulo.
- O grupo seria responsável por toda a cadeia de crimes com celulares, desde roubos e furtos até desbloqueio dos aparelhos e fraudes financeiras.
- Os aparelhos eram levados para o Complexo do São Carlos, onde eram desbloqueados e dados das vítimas eram usados para transferências e empréstimos, com maior foco em celulares de alto valor.
- A ação conta com apoio do Departamento-Geral de Polícia da Capital, do Departamento-Geral de Polícia Especializada e da Coordenadoria de Recursos Especiais; diligências seguem para capturar todos os envolvidos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou um novo desdobramento da Operação Rastreio, voltado a um núcleo ligado à facção TCP (Terceiro Comando Puro). O alvo atua na fraude bancária por meio do desbloqueio de celulares apreendidos em crimes. Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nesta segunda-feira (4) em comunidades do Complexo do São Carlos, no centro da capital, e em endereços no estado de São Paulo.
Segundo as investigações, o grupo participa de toda a cadeia criminosa de roubos e furtos de celulares, além do desbloqueio de aparelhos para acessar dados das vítimas e realizar transações financeiras fraudulentas. O foco eram aparelhos de alto valor, com maior nível de segurança, que acabavam bloqueados com a ajuda de comparsas paulistas.
As diligências continuam com o objetivo de capturar todos os envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a atuação do núcleo. A ação conta com apoio do DGPC, DGPE e Core, além de agentes de unidades vinculadas à Polícia Civil.
Investigação
As apurações, que se estenderam por mais de um ano, indicam atuação principalmente na região central e na zona Sul do Rio, com concentração nos roubos de celulares mais caros. Após os crimes, os aparelhos eram levados ao Complexo do São Carlos, onde eram desbloqueados e usados para transações fraudulentas, como transferências e empréstimos.
Pessoas envolvidas no esquema no estado de São Paulo eram usadas para desbloquear dispositivos com maior proteção, segundo as autoridades. As tisções de diligência visam mapear a extensão da rede e identificar todos os intermediários.
As ações do desdobramento desta operação integram a continuidade da Operação Rastreio, a maior iniciativa da Polícia Civil do Rio para combater a cadeia de subtração, desbloqueio e receptação de celulares.
Operação Rastreio
A Polícia Civil do Rio ressalta que a operação já recuperou mais de 13.300 celulares, com 6 mil devolvidos aos donos. Os proprietários foram notificados por telefone ou WhatsApp, por meio de números funcionais das delegacias, para comparecerem aos pontos de entrega.
Até o momento, mais de 870 pessoas foram presas ligadas a roubos, furtos e receptação de aparelhos. As ações continuam sob supervisão de autoridades da corporação.
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