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Parque do Bixiga ganha bosque agroflorestal, passarelas e córrego renaturalizado

Parque do Bixiga ganhará bosque agroflorestal e passarelas sobre córrego renaturalizado, com 90,4% de permeabilidade e obra prevista para 2027

Passarela de madeira serpenteia sobre riacho em parque urbano com vegetação densa. Pessoas caminham e crianças brincam na água. Edifícios altos ao fundo sob luz difusa.
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  • O projeto do futuro Parque Municipal do Bixiga foi escolhido com o escritório Democratic Architects, que terá dez meses para desenvolver a obra, com previsão de início no segundo semestre de 2027.
  • O parque, com 11.067 m², terá 90,4% de áreas permeáveis, sendo dividido em duas áreas: uma com quadra, gramado esportivo e praça para performances.
  • A área baixa terá um bosque agroflorestal, renaturalização do córrego e uma passarela de madeira em zigue-zague sobre o curso d’água, cercada por jardins de chuva que absorverão água durante enchentes.
  • O trajeto das águas envolve recuperação das margens para melhorar a filtragem e atrair fauna, com estruturas para aves, como poleiros e casinhas.
  • O conceito é de parque vivo, com topografia levemente inclinada e bolsões de liberdade acessíveis mesmo fora do horário de funcionamento.

O Parque Municipal do Bixiga terá um bosque agroflorestal e passarelas que serpenteiam sobre um córrego renaturalizado. O projeto foi divulgado nesta segunda-feira pela Prefeitura de São Paulo em parceria com o IAB/SP. A obra busca transformar a área central da cidade em um espaço mais permeável e acolhedor.

A proposta, vencedora de concurso, é executada pelo escritório Democratic Architects. A previsão é iniciar a construção no segundo semestre de 2027, após 45 anos de mobilização do bairro, especialmente do Teatro Oficina, vizinho ao terreno.

Detalhes do projeto

O parque terá 11.067 m², com 90,4% de área permeável. O terreno será dividido em duas áreas, uma com quadra, praça para performances, gramado esportivo e um mirante-arquibancada. A outra área apresentará o estágio agroflorestal, com renaturalização do córrego.

Uma passarela de madeira em zigue-zague acompanha o curso da água, integrando jardins de chuva que funcionam como áreas alagáveis em períodos de cheia. A recuperação das margens busca também melhorar a filtragem da água.

O conceito de parque vivo prevê intervenções que atraem fauna, com estruturas como poleiros e casinhas para aves. Mudanças na topografia vão tornar o trajeto levemente inclinado, privilegiando a contemplação da natureza.

O que muda para o entorno

O projeto é visto como uma alternativa aos espaços verdes tradicionais, segundo o texto do escritório vencedor. Os percursos didáticos das passarelas buscam desacelerar o visitante e colaborar com o ambiente natural, sem competir com ele.

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