- Exposição “The Shape of Time” de Barry X Ball estreia na Basilica di San Giorgio Maggiore, em Veneza, apresentando 23 peças, com foco na obra central Pope Saint John Paul II (2012–2024).
- A escultura central, pouco acima de dois pés, é feita em prata e ouro 18 quilates, criada com a Damiani, repleta de referências narrativas e mitos, incluindo inimigos do pontífice e um atentado de 1981; o papa perdoou o atirador Mehmet Ali Ağca.
- A mostra inclui as peças da série Masterpieces, como Pietà (2011–22) em ônix iraniano translúcido e Saint Bartholomew Flayed (2011–20) em mármore rouge du Roi, expostas no nave e no transepto.
- O local é o histórico Palácio de Palládio, cuja instituição beneditina vê na hospitalidade e na organização de exposições contemporâneas uma parte central de sua missão.
- Ball combina tecnologias avançadas de usinagem com acabamento manual, e suas obras aparecem em importantes coleções públicas e já receberam elogios de veículos de imprensa como The New Yorker e o Washington Post.
- Visitação da mostra: May 9 a November 22, 2026, no Basilica di San Giorgio Maggiore, Isola di San Giorgio Maggiore, 2, 30124.
Barry X Ball apresenta uma exposição na Basilica di San Giorgio Maggiore, em Veneza, intitulada The Shape of Time. A mostra reúne 23 peças, com foco no conjunto Pope Saint John Paul II (2012–2024), instalado no coro da igreja.
O trabalho central, criado em parceria com a joalheria italiana Damiani, mede pouco mais de 60 cm de altura e utiliza prata, ouro 18 quilates e onyx. Ball descreve a peça como uma releitura reliquiária do papa polonês, cuja fama marcou décadas.
A mostra, curada por Bob Nickas, foi organizada após a visita de Carmelo Grasso, diretor e curador da Abadia de San Giorgio Maggiore. Ela reúne obras que dialogam com a história da arte sacra e a prática contemporânea de escultura monumental.
Sobre as obras e o espaço
Além de Pope Saint John Paul II, a nave e o transepto abrigam esculturas da série Masterpieces, pensadas para a liturgia e a espaço monumental. Entre elas está Pietà (2011–22), adaptada em onyx iraniano translúcido, inspirada pela Pietà Rondanini de Michelangelo.
A exposição também exibe Saint Bartholomew Flayed (2011–20), inspirada em um original lombardo de Marco d’Agrate. Ball utilizou mármore Rouge du Roi para enfatizar o tema sombrio da obra, gerando leitura contundente da matéria e da forma.
Mirrored Buddha Herms (2018–23) e Buddha (2018–25) aparecem na sacristia, formando um cruz. Estas peças dialogam com a presença de uma peça de madeira japonesa no arsenal da mostra, integrando materiais de várias partes do mundo.
Contexto institucional e histórico
San Giorgio Maggiore, obra de Palládio concluída em 1610, é um marco arquitetônico de Veneza, com interior ricamente decorado que acolhe obras de grande apelo visual. A iniciativa é promovida pela vertente não lucrativa da comunidade beneditina local, que vê a hospedagem de arte contemporânea como missão institucional.
A curadoria enfatiza a missão de renovar a tradição do diálogo entre igreja e arte, destacando artistas como Berlinde de Bruyckere, Anish Kapoor, Jaume Plensa, Luc Tuymans e Ai Weiwei. O objetivo é ampliar o acesso público a produções atuais sem abandonar o histórico espaço litúrgico.
Percurso crítico e impacto
Ball trabalha com processos digitais avançados, combinados a acabamento manual que totaliza milhares de horas por peça. Suas obras já receberam aclamação crítica, com menções em veículos como The New Yorker e Washington Post, destacando a fusão de tradição e inovação.
A exposição estará aberta de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, no Isola di San Giorgio Maggiore, 2, 30124 Veneza. O espaço mantém a tradição de hospedar relações entre arte contemporânea e patrimônio histórico, amplificando o diálogo entre culturas.
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