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Operação em SP investiga rede que engana seguradoras desde 2018

Operação Apólice Cruzada desarticula organização criminosa que simulava acidentes e roubos para obter indenizações indevidas; 22 mandados em Jandira, Itapevi e Barueri

Polícia Civil deflagra operação contra fraudes em seguros na Grande São Paulo
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  • A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Apólice Cruzada, nesta terça-feira, para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes contra seguradoras.
  • A ação, conduzida pelo Deic via 4ª Divecar, cumpre 22 mandados de busca e apreensão em Jandira, Itapevi e Barueri, na região metropolitana.
  • Segundo a investigação, o grupo simulava acidentes de trânsito e roubos de veículos para obter indenizações indevidas, com ao menos 42 sinistros entre 2018 e 2025 e 79 comunicações a 10 seguradoras.
  • Há indícios de estrutura organizada, com divisão de tarefas, alternância de funções e uso recorrente de endereços, contatos e veículos; 22 pessoas foram identificadas diretamente ligadas aos crimes, e sete já prestam declarações.
  • As medidas visam reunir novas provas, detalhar a dinâmica do esquema, identificar outros envolvidos e dimensionar o prejuízo causado; as investigações continuam.

O Departamento de Investigação Criminal (Deic) de São Paulo deflagrou nesta terça-feira a Operação Apólice Cruzada. A ação mira uma organização criminosa suspeita de fraudes contra seguradoras, com simulacros de acidentes e roubos de veículos para obter indenizações indevidas.

A operação envolve a 4ª Divecar, unidade especializada em furtos e roubos de veículos. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em Jandira, Itapevi e Barueri, na Região Metropolitana.

Segundo apuração, o grupo realizou ao menos 42 sinistros simulados entre 2018 e 2025, com 79 comunicações registradas junto a 10 seguradoras. A estrutura investigada reúne divisão de tarefas, troca de funções e uso recorrente de endereços e contatos.

Detalhes da operação

Até o momento, 22 pessoas foram identificadas como ligadas aos crimes, e sete integrantes prestam depoimentos. As medidas cautelares visam reunir novas provas, esclarecer a dinâmica do esquema e individualizar condutas.

As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado pelo esquema de fraude. A polícia não confirmou valores, mas aponta impacto relevante para as seguradoras atingidas.

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