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Pastora rompe silêncio sobre abuso na igreja durante congresso Gideões

Pastora Helena Raquel rompe silêncio sobre abuso na igreja no Congresso dos Gideões, exortando líderes a enfrentar casos e incentivar denúncias

A pastora Helena Raquel durante sua pregação no Congresso dos Gideões, no sábado (2), em Camboriú (SC)
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  • A pastora Helena Raquel abriu sua pregação no Congresso dos Gideões, em Camboriú (SC), citando Juízes 19 para falar sobre abuso na igreja.
  • Ela critica a prática de realocar pastores abusadores e afirma: “Pedófilo não é ungido; pedófilo é criminoso”, chamando líderes a enfrentar o tema.
  • A fala aborda abusos contra mulheres e crianças, pedindo estruturas de acolhimento, responsabilização e denúncias, em vez de acobertamento.
  • Disque 100 aparece projetado no telão enquanto Helena dirige a mensagem diretamente a líderes religiosos e à plateia, gerando reação online de apoio e dúvidas sobre o futuro do evento.
  • A pregadora é destacada como uma das poucas mulheres a falar no Gideões, destacando debates sobre feminismo, credenciais ministeriais e resistência a mudanças.

Milhares de cristãos pentecostais participaram do Congresso dos Gideões em Camboriú, Santa Catarina, para ouvir pregadores conhecidos. Nessa edição, uma pastora quebrou o silêncio sobre abusos dentro de igrejas, trazendo à tona questões de proteção a vítimas.

A pastora Helena Raquel abriu a pregação citando trechos bíblicos de Juízes, destacando casos de violência contra mulheres e crianças. Ela afirmou que líderes religiosos devem cuidar do povo e não acobertar crimes, apontando falhas estruturais nas instituições.

A fala ganhou repercussão ao tratar de abuso institucional e de violência doméstica, enfatizando a necessidade de denúncia e de apoio às vítimas. Helena criticou a prática de realocar pastores abusadores, defendendo afastamento das funções quando comprovados crimes.

Denúncias contra abuso e estruturas de proteção

Durante a fala, Helena direcionou críticas a conselhos de igreja que não oferecem acolhimento adequado às vítimas. Ela citou comportamentos de líderes que humilham mulheres e crianças, chamando para mudanças concretas nas políticas internas das igrejas.

Ela também denunciou a linguagem que protege abusadores sob o manto da autoridade religiosa. A pastora ressaltou que não existe unção que justifique agressões, e pediu que as vítimas busquem ajuda legal e denunciem, mesmo diante de resistência institucional.

A pregação ocorreu diante de uma plateia majoritariamente masculina, com momentos de confronto direto entre dominância pastoral e cobranças por accountability. A professora de teologia destacou que a igreja precisa assumir responsabilidades para não repetir padrões de silenciamento.

Ao encerrar, Helena enfatizou a importância de reconhecer mulheres como lideranças qualificadas dentro da igreja. A pública reconheceu a coragem da fala, enquanto analistas observam possíveis desdobramentos na relação entre o Congresso e as vozes críticas à violência institucional.

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