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Polícia indiciou quatro pela morte de criança com adrenalina na veia em Manaus

Polícia indicia quatro suspeitos pela morte de Benício Xavier de Freitas, 6 anos, em Manaus, após adrenalina administrada por via venosa em vez de nebulização

Menino de cabelo curto e escuro sorri levemente, vestindo camiseta branca com estampa colorida que mostra uma cena urbana com figuras e prédios. Fundo é branco e uniforme.
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  • A Polícia Civil do Amazonas indiciou quatro pessoas pela morte de Benício Xavier de Freitas, 6 anos, ocorrida em novembro de 2025 em Manaus, apontando erro médico.
  • A médica Juliana Brasil responde por homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica; a técnica de enfermagem Raíza Bentes, por homicídio doloso com dolo eventual; e os diretores do hospital, Antônio Guilherme Macedo e Édson Sarkis Gonçalves, por homicídio culposo.
  • A morte ocorreu após administração de adrenalina por via venosa, em vez de nebulização, durante atendimento no Hospital Santa Júlia; o deceso ocorreu cerca de 14 horas após o atendimento inicial.
  • O inquérito ouviu 39 pessoas; há mensagens entre profissionais que indicam reconhecimento do erro na prescrição. A defesa diz que houve falhas técnicas na UTI e no prontuário.
  • A polícia afirma que houve falha no sistema da unidade e que Juliana Brasil se apresentava como pediatra sem especialização; a defesa aponta questões relativas ao prontuário eletrônico e à dieta liberada, entre outros.

Oito indiciamentos foram anunciados pela Polícia Civil do Amazonas relacionados à morte da criança Benício Xavier de Freitas, de 6 anos. O caso envolve um erro médico que ocorreu em novembro de 2025, no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após a administração de adrenalina por via intravenosa em vez de nebulização. A vítima morreu cerca de 14 horas depois.

A médica Juliana Brasil foi indiciada pelos crimes de homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica. Também responderão pela morte Raíza Bentes, técnica de enfermagem, e os diretores da unidade hospitalar, Antônio Guilherme Macedo e Édson Sarkis Gonçalves, por homicídio culposo.

O inquérito concluiu que Benício recebeu adrenalina por via venosa, o que discordava da indicação correta de nebulização. Foram ouvidas 39 pessoas durante as investigações, incluindo mensagens entre profissionais que, segundo a polícia, comprovam o reconhecimento do erro pela médica durante a piora do quadro.

Indiciamentos e provas

A defesa de Juliana Brasil contesta o enquadramento, destacando falhas técnicas na UTI e uma série de procedimentos que teriam agravado o estado da criança. O advogado afirma que houve quatro paradas cardiorrespiratórias e 71 frascos de adrenalina usados durante o manejo intensivo.

Segundo a polícia, não houve comprovação de falhas no sistema da unidade hospitalar que justificariam a fraude processual, o que levou ao indiciamento nesse tipo de delito. A corporação ainda aponta que Juliana Brasil se apresentava como pediatra sem especialização.

Versões das defesas

A defesa de Raíza Bentes e dos diretores do hospital não foi localizada até o momento pela reportagem. O hospital não respondeu aos e-mails enviados. O Tribunal de Justiça do Amazonas também não informou, até o fechamento, sobre advogados ligados aos indiciados.

Os advogados mencionados pela defesa de Juliana Brasil alegaram, inicialmente, que houve erro de prescrição na UTI e que o prontuário eletrônico pode ter sido alterado, afastando a responsabilidade da médica.

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