- Um funcionário da ViaMobilidade morreu após sofrer descarga elétrica na estação Morumbi, da Linha 9‑Esmeralda, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira.
- O acidente aconteceu por volta de 1h15; Adriano Alves Ferreira realizava manutenção na rede aérea e não resistiu ao choque.
- Segundo boletim, houve desligamento do circuito, mas o contato ocorreu com parte ainda energizada, em uma corrente contínua estimada em 3.000 volts.
- O caso foi registrado como morte acidental no 11º DP (Santo Amaro) e a perícia foi solicitada; a ocorrência segue sob investigação.
- Paralelamente, o Ministério Público abriu inquérito para apurar falhas nas linhas de trem operadas pela ViaMobilidade em São Paulo, com foco nas linhas 8 e 9, incluindo ações de manutenção e segurança.
Um funcionário da ViaMobilidade morreu após sofrer uma descarga elétrica na estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda, em São Paulo, durante a madrugada de quarta-feira. O incidente ocorreu por volta de 1h15, quando ele realizava manutenção na rede aérea da região. A equipe acionou o resgate, mas ele não resistiu.
Conforme boletim de ocorrência, a equipe desligou o circuito elétrico, porém Adriano Alves Ferreira teve contato com parte ainda energizada. A polícia estima que a descarga tenha sido de 3000 volts em corrente contínua. O Corpo de Bombeiros foi acionado; o óbito ocorreu no local. A perícia foi solicitada e o caso registrado como morte acidental no 11º DP (Santo Amaro).
A ViaMobilidade confirmou o falecimento e informou que está prestando suporte à família e colaborando com as autoridades. A SSP-SP também participa da apuração.
Investigação
O caso ocorre uma semana após o Ministério Público de São Paulo abrir inquérito para apurar falhas em linhas operadas pela concessionária na capital, incluindo as linhas 8 Diamante e 9 Esmeralda. O MP cita descarrilamentos e irregularidades como indicativos de falhas em manutenção.
Segundo a instauração, denúncias anonimas apontam atrasos, falhas de energia e sinalização, superlotação, e uso das linhas para fins não relacionados ao serviço. O MP solicitou à ViaMobilidade esclarecimentos em 15 dias sobre causas, medidas corretivas e ações de prevenção.
Contexto operacional
Entre as críticas citadas estão intervalos longos entre trens, manutenção inadequada de trilhos e falhas de infraestrutura que impactam passageiros. Também há menção de trains ociosos em pátios e relatos de uso indevido de estruturas para eventos. A concessionária diz que coopera com as investigações.
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