- Funcionária doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, afirma ter sido agredida pela ex-patroa em Paço do Lumiar, após ser acusada de roubar um anel.
- Ela diz ter tentado proteger a barriga durante mais de uma hora de violência; o anel foi encontrado depois em um cesto de roupas, mas as agressões teriam continuado.
- Áudios anexados ao inquérito mostram a empresária relatando as agressões em tom de deboche e mencionando a participação de um homem armado; há trecho que descreve um “massacre”.
- A vítima registrou boletim de ocorrência, passou por exame de corpo de delito e o delegado informou que pode pedir a prisão preventiva da empresária; também investiga conduta de um policial citado nos áudios.
- A Polícia Militar afastou os agentes que atenderam a ocorrência; a corporação abriu procedimento para apurar a conduta dos militares e a corregedoria deverá receber o nome do policial envolvido.
Uma funcionária doméstica, grávida de cinco meses, afirma ter sido agredida pela ex-patroa em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís (MA). O caso é Investigado pela Polícia Civil do Maranhão e ganhou grande repercussão nas redes sociais. Ela foi acusada de ter roubado um anel da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.
A vítima relata ter passado mais de uma hora sendo atingida com socos, tapas, puxões de cabelo e empurrões, tentando proteger a barriga do bebê. Segundo o inquérito, o anel foi encontrado em um cesto de roupas, mas as agressões continuaram após a localização do objeto. Agressões, segundo ela, ocorreram mesmo com a evidência do suposto furto.
Áudios anexados ao inquérito mostram trechos em que a empresária descreve as agressões com tom de deboche e cita uma suposta participação de um homem armado. A polícia investiga ainda a conduta de um policial militar citado nos áudios, e a defesa da empresária não foi localizada até o momento.
Investigação e desdobramentos
A Polícia Civil informou que poderá solicitar prisão preventiva da empresária, diante das lesões apresentadas pela vítima e das declarações recebidas. O inquérito também apura a possível omissão de atendimento por parte da autoridade policial citada nos áudios.
A Polícia Militar do Maranhão afastou os agentes que atenderam a ocorrência para apurar conduta durante o atendimento. O objetivo é esclarecer por que a empresária não foi conduzida à delegacia imediatamente, apesar das denúncias de violência.
A investigação, conforme divulgada pela PCP, continua em andamento, com a coleta de diligências e a análise de materiais recebidos. A defesa da empresária não se manifestou até o fechamento deste texto.
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