- Distillerie 27 db, em Dijon, transforma resíduos alimentares de comércios em bebidas alcoólicas e atua há cinco anos.
- Tudo começou com a ideia de usar chá infuso usado para fazer uma eau-de-vie, abrindo espaço para colaborar com estabelecimentos locais.
- Também é produzida uma amaro a partir de cascas de laranja coletadas em um café, com cerca de cem quilos de material utilizado.
- Trabalhar com resíduos exige maiores volumes na maceração e na destilação, além de perdas de álcool mais altas por absorção do material.
- O responsável ressalta que há limites e que é preciso testar, pois nem tudo pode funcionar ou agradar, e as cascas precisam estar livres de tratamento químico.
A Distillerie 27 db, situada em Dijon, reutiliza resíduos alimentares de comércios para produzir bebidas alcoólicas. O projeto surge como resposta ao desperdício alimentar, tema central de debates econômicos e sociais na região.
Baptiste Debeaumont, distilador com cinco anos de atuação na cidade, lidera o projeto. Ele busca criar bebidas com material local, indo além do que é tradicional na área de destilação.
A ideia nasceu quando Debeaumont se perguntou se o chá infundido poderia virar álcool. A partir dessa experiência inicial, ele passou a colaborar com lojistas de Dijon para dar nova vida a produtos que seriam descartados.
Revalorização de resíduos e parcerias
Com o interesse dos comerciantes, a iniciativa ganhou adesão. A proposta visa valorizar resíduos úteis, mantendo o foco no local e na proximidade com produtores.
Em toque prático, um amaro é feito a partir de cascas de laranja coletadas em um café local. A colheita de cascas atingiu cerca de 100 kg para produzir a bebida.
Desafios do processo
O uso de alimentos residuais exige etapas de maceração e destilação com ajustes. São necessárias quantidades maiores para obter o álcool desejado, aumentando perdas no processo.
É preciso garantir que as cascas de frutas não recebam tratamentos químicos que comprometam a pureza da bebida. O manejo cuidadoso é essencial para manter padrões de qualidade.
Limites e avaliações
Apesar da experimentação abrir caminhos criativos, existem restrições. Nem tudo funciona, e alguns resultados podem não agradar ao paladar. Testes contínuos ajudam a identificar o que é viável.
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