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Malásia exibe obras recuperadas da 1MDB, de Picasso a Miró

Quatro quadros recuperados no escândalo 1MDB são exibidos em Putrajaya, reforçando a restituição de recursos públicos e o alerta sobre desvios de verbas

Azam Baki, Malaysia's Anti-Corruption Commission chief commissioner, with artworks by (left to right) Maurice Utrillo, Pablo Picasso, Joan Miro, and Balthus.
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  • Quatro quadros recuperados no esquema 1MDB foram exibidos em Putrajaya, na sede da Comissão de Corrupção da Malásia, pela primeira vez ao público.
  • As obras são de Picasso, Miró, Balthus e Maurice Utrillo, e foram repatriadas de Nova Iorque no mês passado, após rastreamento pela Sotheby’s, chegando à Malásia em 14 de abril.
  • Os quadros exibidos são: Composition (Miró, 1953), Maison de rendez-vous de chasse de Henri IV (Utrillo, 1934), Etude pour femme couchée (Balthus, 1948) e L’Ecuyere et les clowns (Picasso, 1961); o valor estimado total é cerca de US$ 198 mil.
  • Autoridades dizem que a exibição funciona mais como restituição do que um evento artístico, reiterando que cada centavo roubado aos cofres públicos deve ser devolvido.
  • Além dessas obras, Malásia ainda busca outras oito peças ligadas ao escândalo 1MDB e prossegue ações legais sobre rendas de obras vendidas, como parte do rastreio de ativos relacionados ao caso.

A exposição de quatro obras recuperadas do escândalo 1MDB entrou em exibição pública pela primeira vez na Malásia. As telas estão no prédio da Comissão Malásia contra a Corrupção (MACC) em Putrajaya. As obras foram trazidas de Nova York no mês passado, após rastreio pela Sotheby’s, e retornaram ao país em 14 de abril.

As obras são de Picasso, Miró, Balthus e Maurice Utrillo: L’Ecuyere et les clownes (1961), Composition de Miró (1953), Etude pour femme couchée (1948) de Balthus e Maison de rendez-vous de chasse de Henri IV, rue Saint-Vincent, Montmartre (1934) de Utrillo. O conjunto tem valor estimado em cerca de 198 mil dólares.

Autoridades destacam que a apresentação tem caráter de restituição. O chefe da MACC, Azam Baki, afirmou que, independentemente do montante, cada centavo pertencente ao povo deve ser devolvido. A declaração foi recebida pela imprensa conforme reportado pelo SCMP.

A história 1MDB envolve desvio de recursos públicos entre 2009 e 2014, com uso do dinheiro para imóveis, joias, iates, financiamento de Hollywood e obras de arte. Documentos de órgãos dos EUA indicam que a fraude está entre as maiores da história financeira recente.

As novas peças recuperadas estão associadas a Jasmine Loo Ai Swan, ex-favorecida de Low e advogada ligada ao fundo. Loo retornou à Malásia em 2023 e colabora com autoridades desde então. Além dessas obras, os EUA já recuperaram outras peças ligadas ao caso, com acordos de recuperação de ativos.

O Ministério da Justiça dos EUA fechou acordos para recuperar ativos superiores a 100 milhões de dólares, incluindo obras de Warhol e Monet, conforme amplamente divulgado pela imprensa especializada. Em alguns casos, itens já foram vendidos em leilões de busca e apreensão.

Além das quatro telas exibidas, a Malásia ainda investiga oito obras adicionais associadas ao esquema, com artistas como Matisse, Calder, Dalí e outra obra de Picasso. Autoridades também acompanham os recursos oriundos da venda de Monet, realizada na Suíça, com valores sob custódia de autoridades americanas.

Para o registro, o governo dos EUA já reforçou acordos de cooperação envolvendo Low, familiares e entidades sob seu controle, com o objetivo de recuperar ativos. As informações reforçam o andamento de ações internacionais para responsabilização e restituição de valores desviados.

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