- Giovanni (100 g, R$ 16,20, Santa Luzia) foi a grande vencedora da avaliação às cegas, importada pela Ceratti.
- Aurora (164 g, R$ 3,36, Carrefour) ficou em segundo lugar na seleção.
- Perdigão (200 g, R$ 5,20, Atacadão) ficou em terceiro, com leve granulose na textura.
- Ceratti (150 g, R$ 16,40, Santa Luzia) apresentou excesso de emulsificante, deixando a mortadela com textura “crocante” e plástica.
- Marba (194 g, R$ 4,25, Sonda) apresentou corante excessivo, textura pastosa e sabor artificial; Seara (180 g, R$ 4,64, Carrefour) foi descrita como insossa, arenosa e quebradiça.
A equipe do Paladar realizou um teste às cegas com seis marcas tradicionais de mortadela disponíveis no mercado. A avaliação ocorreu em São Paulo, com amostras adquiridas em grandes redes de supermarket e empórios da capital. O objetivo foi identificar a melhor mortadela em termos de sabor, textura e aparência.
Entre os critérios, destacaram-se cor rosada uniforme, presença de pontos brancos de gordura bem distribuídos, aroma marcado e sabor suave, sem traços de defumação. As amostras foram fatiadas na hora da degustação para preservar a textura e o paladar. O júri incluiu nomes da gastronomia e da charcutaria artesanal.
Resultados da avaliação
A vencedora foi a mortadela Giovanni, importada pela Ceratti. O produto italiano mostrou sabor delicado, textura firme e cor suave, agradando pelo conjunto sensorial. Em seguida, ficou Aurora, da linha de 164 g, considerada a menos problemática entre as demais.
A terceira posição ficou com Perdigão, da linha de 200 g, cuja textura apareceu um pouco granulosa e apresentou aromas artificiais, ainda assim mantendo o perfil da mortadela.
Qualidade e observações
Entre as marcas avaliadas, Ceratti apresentou excesso de emulsificante, resultando em uma textura mais plástica. Marba apresentou corante visível, textura percebida como pastosa e sabor artificial. Seara foi descrita como insossa, arenosa e quebradiça pelos jurados.
Metodologia e constatações
As amostras foram adquiridas com antecedência e degustadas às cegas, sem identificação das marcas. O teste é 100% editorial, sem participação de fabricantes no júri. Os preços utilizados como referência foram coletados na segunda quinzena de abril de 2026. A seleção das marcas leva em conta o acesso amplo ao consumidor brasileiro.
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