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Mastiha: o que é e por que ganha popularidade

Mastiha, destilado à base de resina da árvore mastic, ganha popularidade global; Axia, com 40% ABV, reimagina técnicas milenares para coquetéis modernos

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  • Mastiha é um licor grego feito com resina da árvore de mastique, produzida exclusivamente em Chios, na Grécia, com paladar terroso e notas de pinho, funcho e eucalipto.
  • A resina é extraída há séculos com uma ferramenta chamada kentitiri, secada, cristalizada e destilada para misturar com etanol neutro, criando a bebida geralmente servida gelada e pura, mas cada vez mais usada em coquetéis.
  • A tradição remonta a dois milênios: Heródoto mencionou o mastichor em Chios; Hipócrates recomendava para digestão e congestões; Galeno indicava para bronquite.
  • Benefícios de saúde reconhecidos incluem uso no tratamento de disfupsia e inflamações cutâneas, além de estudos sobre possível efeito em danos nervosos.
  • Axia, uma variação moderna de mastihá lançada em julho de 2021, é extra-seca com 40% de teor alcoólico, com perfil botânico mais complexo e notas de cítrico e rosa, ganhando espaço em bares de Londres e em eventos como Salon Privé. Se a tendência continuar, a bebida pode ampliar o alcance além do Mediterrâneo.

Mastiha, o licor grego feito a partir de resina de árvore, está ganhando espaço globalmente. Produzido há milênios na ilha de Chios, o espírito atrai bartenders e consumidores, sendo apontado como a próxima bebida de destaque da Grécia.

A resina é extraída de forma tradicional com uma lâmina chamada kentitiri, que fura a casca da árvore para iniciar o desprendimento da goma. A resina é seca, cristaliza e é destilada, depois misturada a um álcool neutro para formar o licor.

Histórico de milênios. Registrada há 2.500 anos por Heródoto, a mastixa era usada por médicos gregos e romanos para digestão, bronquite e venenos de cobra. Hoje, continua associada a estudos de benefícios digestivos e inflamatórios.

Axia e a modernização do sabor

Axia é uma versão extra-dry de mastiha criada nos últimos anos. Com 40% de álcool, difere da masticha tradicional, que fica entre 20% e 30%. O gosto é mais citrílico e floral, buscando substituição de gin ou vodka em coquetéis.

A marca já desembarcou em bares e restaurantes de Londres, como Dishoom e Raffles, e participou de eventos de alto nível, incluindo Salon Privé no Reino Unido. O objetivo é ampliar o alcance além do Mediterrâneo.

O futuro de mastiha

A aposta é manter as raízes históricas enquanto se adapta aos paladares modernos. Axia propõe uma leitura mais seca e botânica da bebida, facilitando a integração em coquetéis contemporâneos. Se a aceitação crescer, mastiha pode se tornar uma favorita internacional.

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