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Cinemark exibe Zuzubalândia 100 vezes ao dia em alegação de sessão fantasma

Ancine atualiza a Cota de Tela para valorizar o horário nobre e impedir brechas, após Cinemark exibir Zuzubalândia em massa

Ancine muda regras da Cota de Tela após Cinemark usar brecha com o filme Zuzubalândia. Entenda como ficam as sessões de cinema
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  • Cinemark exibiu mais de 100 sessões diárias de Zuzubalândia para cumprir a Cota de Tela, muitas às 11h, em salas com pouca ou nenhuma audiência.
  • A estratégia visava atingir a meta de 16% de produções nacionais, liberando espaço na grade para blockbusters estrangeiros.
  • O filme de sessenta minutos teve mais de 17 mil sessões em 2025, mas média de apenas 0,1 espectador por exibição.
  • A Ancine atualizou as regras da Cota de Tela, valorizando o horário nobre a partir das 17h e fechando brechas usadas pela prática.
  • As novas normas passam a incentivar filmes premiados e a permanência de títulos por mais semanas, buscando maior público para o cinema nacional, afirmou Leandro Mendes.

A Cinemark ficou no centro de uma polêmica nacional ao usar o filme infantil Zuzubalândia para cumprir a Cota de Tela de forma acelerada. A rede chegou a programar mais de 100 sessões diárias da animação, muitas às 11h, em salas com lotação vazia. O objetivo era atingir a meta de 16% de produções nacionais exigida por lei, abrindo espaço na grade para títulos estrangeiros.

Segundo apuração, o filme, com duração de 60 minutos, foi utilizado como meio de cumprir as regras técnicas da cota. Funcionários de unidades da rede confirmaram que a estratégia seria exibí-lo no início do dia para alcançar metas. Dados da Ancine mostram mais de 17 mil sessões do título no ano, com média de apenas 0,1 público por sessão.

Nova regra da Ancine

A Ancine atualizou as regras da Cota de Tela para fechar a brecha. A principal mudança ancora o peso do horário nobre: sessões após as 17h passam a ter maior impacto na contagem da cota. A agência constatou aumento de 15,7% na participação de filmes nacionais em 2025, mas com público em queda.

A mudança também incentiva títulos premiados e a permanência de filmes nacionais por mais semanas em cartaz. Leandro Mendes, secretário de Regulação da Ancine, afirmou que a norma antiga era frágil e precisava garantir que a presença em cartaz se converta em público real.

Efeitos para exibição e público

Para o espectador, a medida tende a ampliar salas disponíveis em horários com maior demanda, fortalecendo a presença de produções nacionais em horários nobres. As regras passam a favorecer uma distribuição mais equilibrada entre produção nacional e importada na grade diária.

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