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Maranhão em ruínas: avaliando causas e caminhos da recuperação

Arquivo Público do Maranhão corre risco de desabar devido a infiltrações e chuvas; governo não remanejou o acervo nem iniciou a reforma

Gustavo Alonso
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  • O Arquivo Público do Estado do Maranhão (Apem), instalado em um sobrado histórico na rua de Nazaré, 218, está interditado pelo Corpo de Bombeiros por infiltração e risco de desabar.
  • O acervo reúne cerca de 1,5 km de documentos do século XVIII até 1991, incluindo arquivos do Dops maranhense, além de mapas, plantas, partituras e discos.
  • Denúncias recentes mostraram acervo jogado fora em uma caçamba; pesquisadores informam que pesquisas estão suspensas há mais de um ano.
  • O governo estadual, sob o comando de Carlos Brandão, não acionou medidas; o secretário de Cultura prometeu remanejar o acervo para local seguro e iniciar a reforma, mas não houve avanço.
  • A fase de chuvas no Maranhão aumenta o risco de desab, deixando a memória histórica do estado em situação crítica.

Entre 2012 e 2014, o Maranhão ganhou um retrato de esquecimento ao centro histórico de São Luís. O Apem, prédio que abriga o Arquivo Público do Estado, ficou marcado pela deterioração e pelas infiltrações, somando-se às chuvas sazonais da capital.

Moradores e profissionais da área da memória veem o espaço como símbolo da desvalorização do patrimônio. O sobrado histórico, interditado pelo Corpo de Bombeiros, abriga documentos que vão do século 18 aos períodos moderno e contemporâneo.

Risco real e estado do prédio

O prédio do Apem fica na rua de Nazaré, 218, e vive sob risco de desabar. A infiltração recorrente aumenta a chance de curto-circuitos e acidentes, num cenário de vento, chuva e seguintes buracos na estrutura.

Acervo em perigo

O acervo reúne documentos do Arquivo da Secretaria do Governo (1728-1914) e de outras fontes até 1991, além de material do Dops maranhense. Estima-se que haja cerca de 1,5 km de documentos, mapas, partituras e discos em guarda.

Denúncias e impactos acadêmicos

Na última semana, relatos de que parte do acervo foi jogada em uma caçamba expôs a fragilidade da proteção documental. Pesquisadores da UFMA, UEMA, IFMA e outras instituições relatam suspensão de pesquisas há mais de um ano.

Posicionamento do governo

Atualmente, o governo estadual, sob Carlos Brandão, prometeu remanejar o acervo para local seguro e iniciar a reforma do prédio. Até o momento, porém, não houve andamento concreto nem início da obra.

Contexto histórico e futuro

O Apem integra o legado histórico de São Luís, marcado pelo programa Reviver de revitalização que preservou casarões. Ainda assim, o centro histórico enfrenta desafios de uso e ocupação que afetam a memória da cidade.

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