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Desaprender e não reprimir erros impulsionam IA, diz CEO do WhatsApp Brasil

CEO do WhatsApp Brasil defende desaprender e não reprimir erros com IA para transformar negócios e gerar valor contínuo

Guilherme Horn, CEO do WhatsApp no Brasil (Crédito: Divulgação)
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  • Guilherme Horn, CEO do WhatsApp no Brasil, diz que empresas devem desaprender e não reprimir erros ao adotarem IA; ele lançou o livro Mindset de IA.
  • O livro foca no mindset necessário para a implementação de IA, não apenas na adoção de ferramentas técnicas; a decisão final continua humana.
  • A adoção de IA no Brasil ainda é incipiente: 99% dos dirigentes conhecem ferramentas de IA generativa, mas apenas 35% as utilizam de forma recorrente.
  • A IA impacta além do atendimento ao cliente, chegando à gestão, processos internos e trabalho intelectual, exigindo mudança de mentalidade e governança.
  • O custo da implantação é alto e as empresas precisam gerenciar o acesso e a fase de experimentação, aceitando falhas como parte do aprendizado.

Guilherme Horn, CEO do WhatsApp no Brasil, saiu na frente ao lançar o livro Mindset de IA, pela editora Gente. A obra defende que a adoção de IA exige mudança de mentalidade, não apenas de ferramentas. O recado é claro: desaprender práticas antigas e permitir falhas controladas pode acelerar o valor da IA para negócios.

Segundo Horn, a chave está no modelo mental necessário para transformar processos. Ele ressalta que a decisão final continua humana, e que erros não devem ser reprimidos dentro das organizações. A ideia central é permitir experimentação para entender onde a IA gera valor real.

O livro enfatiza que o sucesso não depende apenas da operação técnica, mas da capacidade de liderança de repensar estratégias. Desaprender velhas rotinas e reaprender formas de pensar são ingredientes centrais para extrair o verdadeiro potencial da IA.

Mindset acima da ferramenta

Para o autor, empresários devem encarar o erro como parte essencial da experimentação com IA. Testar diferentes abordagens, mesmo que não tragam retorno imediato, é necessário para descobrir utilidade prática da tecnologia. O conceito de trade-off é destacado como fundamental.

Horn lembra que, embora a IA possa reduzir tarefas intelectuais, o papel humano continua decisivo. A responsabilidade pela avaliação de decisões automatizadas permanece com as pessoas, que devem manter o controle sobre os resultados.

Ele cita ainda que a evolução da IA é contínua, exigindo flexibilidade para adaptar estratégias. O foco está no propósito estratégico da adoção, não apenas na ferramenta em si, para garantir consistência ao longo do tempo.

Impacto no mercado de trabalho e custos

A discussão aponta que algumas profissões podem desaparecer ao longo do tempo, à medida que a IA assume tarefas mais complexas. Contudo, a história mostra que novas ocupações tendem a surgir com as mudanças tecnológicas.

Ao comparar com revoluções anteriores, a IA é marcada pela alteração do tipo de trabalho, incluindo funções que exigem maior capacidade analítica. Mesmo assim, a perspectiva é de que a criação de empregos tende a compensar as perdas.

Sobre custos, Horn admite que a implementação ainda é elevada, o que leva empresas a limitar acessos a IA. Ele aponta que liberar fases de experimentação é essencial, mesmo sem retorno financeiro imediato, para mapear oportunidades reais.

Adoção e aplicação da IA hoje

O uso de IA já se estende além do atendimento ao cliente, impactando gestão, processos internos e trabalho intelectual. Diferenças aparecem em rotinas administrativas, financeiras e jurídicas, com aporte significativo na gestão do conhecimento.

A adoção varia entre varejo e áreas internas, onde a ferramenta auxilia leitura de petições, fluxo de caixa e comunicação interna. A ideia é que a IA aprenda com interações internas da organização, ampliando o conhecimento acumulado.

Em relação ao cenário de adoção, Horn afirma que mudanças rápidas tornam o foco na mentalidade essencial. Se a liderança alinhar propósito estratégico, as mudanças de plataforma não abalam o plano de longo prazo.

Panorama da IA nas empresas brasileiras

Dados da Fundação Getúlio Vargas mostram que o tema já é conhecido, mas a adoção ainda é tímida. Nove em cada dez dirigentes mencionam conhecimento ou contato com IA generativa, porém apenas 35% a utilizam com regularidade.

O estudo aponta variações por porte: 83% relatam uso esporádico a médio, 70% entre micro e pequenas empresas, e 48% entre microempreendedores individuais. Em média e grandes empresas, 63% utilizam IA para apoiar o negócio.

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