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Estupro coletivo: o que alimenta a viralização da violência nas redes

Caso de estupro coletivo em São Paulo expõe como algoritmos promovem a violência nas redes, com vídeo publicado e derrubada de páginas

Alessandro Martins dos Santos, acusado de gravar e publicar vídeos de estupro de crianças, foi preso na Bahia e transferido a São Paulo nesta terça-feira, 5 (Divulgação/Reprodução)
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  • O caso ocorreu em União de Vila Nova, na zona leste de São Paulo, envolvendo estupro de duas crianças de 7 e 10 anos.
  • Quatro adolescentes e um adulto de 21 anos afirmaram ter cometido o crime “por zoeira” e publicaram o vídeo nas redes sociais, onde houve ampla disseminação.
  • Especialistas apontam que conteúdos violentos costumam gerar alto engajamento, pois algoritmos priorizam o tempo de tela, impulsionando a viralização.
  • A disseminação do vídeo pode levar à dessensibilização e à reprodução do ato por outras pessoas, segundo autoridades da área de segurança.
  • O Núcleo de Operação e Análise Digital derrubou mais de noventa páginas que compartilhavam o material desde o início das investigações, e a matéria também é tema de VEJA na edição nº 2994.

O caso envolve o estupro de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na União de Vila Nova, bairro da Zona Leste de São Paulo. A divulgação do vídeo pelas redes acende o debate sobre violência como conteúdo em plataformas digitais. A investigação ainda não confirmou a data exata do crime.

Quatro adolescentes e um adulto de 21 anos são apontados como autores. Segundo informações, eles assumiram ter cometido o crime por zoeira e compartilharam o vídeo online, que teve grande alcance antes de ser removido. A denúncia partiu de autoridades locais.

A polícia informou que, desde o início das apurações, derrubou mais de noventa páginas que veiculavam o material. O caso levanta questionamentos sobre o funcionamento de algoritmos e o engajamento de conteúdos violentos nas redes. Especialistas ressaltam a busca por reconhecimento e pertencimento.

Entenda o mecanismo e os desdobramentos

A ideia de que conteúdos violentos geram maior engajamento é atribuída ao funcionamento dos algoritmos das plataformas, que priorizam tempo de uso. Essa dinâmica facilita a disseminação de atos bárbaros entre usuários.

De acordo com a delegada Lisandrea Salvariego, há risco de dessensibilização e reprodução por outros autores quando a violência se viraliza. A atuação policial já envolve a identificação de perfis e a remoção de conteúdos relacionados.

A reportagem de VEJA sobre o tema aborda os desdobramentos do caso e a discussão sobre espetacularização da violência nas redes. O material enfatiza o papel das plataformas e as mudanças necessárias no combate a esse tipo de conteúdo.

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