- O hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais a José Luiz de Oliveira Junior, após denúncia de abordagem racista durante evento no auditório em 20 de setembro de 2024.
- O advogado negro afirma ter sido abordado dentro do auditório sob a alegação de não estar com a credencial visível.
- A juíza Ana Raquel Victorino de França Soares entendeu a abordagem como desproporcional, causando constrangimento ao profissional por ir além de um simples protocolo de verificação.
- O hotel alegou ter seguido apenas um protocolo de segurança, mas não comprovou que a fiscalização ocorreu com outras pessoas.
- A magistrada destacou que, se a ré afirmasse ter abordado outras pessoas, deveria apresentar imagens das situações para sustentar a alegação, preserving a identidade dos envolvidos.
O Tivoli Mofarrej, hotel de luxo em São Paulo, foi condenado a pagar R$ 20 mil a um advogado por danos morais após denúncia de abordagem racista durante um evento no auditório do local, em 20 de setembro de 2024.
A vítima, José Luiz de Oliveira Junior, é advogado negro. Segundo relato, foi abordado no auditório sob a alegação de não estar com a credencial visível, durante o evento realizado no hotel.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Órfãs, Vítimas e Testemunhas, e considerou a abordagem desproporcional, observando que o procedimento de verificação extrapolou limites aceitáveis.
Decisão judicial
A magistrada Ana Raquel Victorino de França Soares entendeu que o hotel quis justificar a ação apenas como protocolo de segurança, sem demonstrar que outras pessoas passaram pelo mesmo protocolo.
Consta na sentença que o estabelecimento não comprovou a aplicação de fiscalização semelhante a outras pessoas, o que sustentou o reconhecimento de dano moral ao advogado.
O Terra não conseguiu contato com a defesa do hotel até o momento desta publicação. O espaço permanece aberto para manifestações das partes.
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