- Parque Tanguá, em Curitiba, é uma antiga pedreira desativada transformada em parque com mirante de sessenta e cinco metros.
- Na década de noventa a área, que seria usina de reciclagem de lixo industrial, foi revertida para preservar a nascente do rio Barigüi; paredões foram escorados e dois lagos foram criados.
- O mirante principal oferece a melhor vista do pôr do sol, suspenso sobre o paredão e com o lago verde na base.
- Um túnel de quarenta e cinco metros sob o mirante conecta os lagos e pode ser atravessado em barcos durante passeios autorizados.
- Dados do parque: área de preservação de cerca de duzentos e trinta e cinco mil metros quadrados; inauguração em novembro de mil novecentos noventa e seis; infraestrutura com ciclovias, churrasqueiras e cascata artificial; vegetação remanescente de Mata Atlântica e araucárias.
A antiga pedreira de Curitiba ganhou nova vida como parque, com um mirante de 65 metros que domina o cenário. O espaço foi criado a partir da decisão de preservar a nascente do rio Barigüi, em vez de seguir com a ideia original de uma usina de reciclagem de lixo industrial. A prefeitura apoiou a contenção dos paredões de pedra e a construção de dois lagos na base da pedreira.
A área passou a abrigar um jardim em estilo francês no topo e um mirante que se projeta sobre o abismo. Segundo dados do IPPUC, o parque funciona como âncora do cinturão verde, protegendo a bacia hidrográfica local contra ocupação irregular e impactos urbanos.
O mirante de 65 metros
O mirante principal foi posicionado para oferecer a melhor visão do pôr do sol de Curitiba. A plataforma suspensa fica sobre o paredão de rocha, proporcionando vista para o lago verde-azulado formado na base da antiga mineração.
O parque se distingue de parques tradicionais pela origem do espaço: uma área industrial degradada recuperada para a preservação ambiental. A topografia apresenta desníveis acentuados, com paredes de pedra e túneis que conferem um traço único ao cenário.
A infraestrutura e o interior da rocha
Abaixo do mirante, um túnel de 45 metros escavado na rocha foi adaptado para circulação de pedestres. Esse corredor conecta os dois lagos e pode ser percorrido por barcos durante passeios autorizados. O espaço inclui ciclovias, áreas de lazer e uma cascata artificial.
O parque ocupa cerca de 235.000 metros quadrados de área de preservação. Inaugurado em novembro de 1996, oferece ainda vegetação remanescente de mata atlântica e araucárias, além de infraestrutura de recreação.
A gestão hídrica como atrativo
Os dois lagos funcionam como bacias de contenção para águas das chuvas, contribuindo para evitar enchentes no norte da cidade. A cascata artificial deságua no lago principal, mantendo a água oxigenada e visualmente atrativa.
A engenharia de Curitiba demonstra que a gestão de águas pluviais pode estar integrada à paisagem, ao contrário de soluções subterrâneas. O Parque Tanguá é apresentado como exemplo de revitalização de ativos ambientais com potencial turístico e social.
O papel de Curitiba na ecologia urbana
O Parque Tanguá é visto como destaque na política de áreas verdes da cidade. A transformação de passivos ambientais em ativos de alto valor evidencia o conceito de mobilidade urbana sustentável aliada à preservação natural. Visitar o mirante ao entardecer revela o resultado dessa estratégia.
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