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Rodovia de 2.142 km cruza 14 montanhas com deslizamentos caminho difícil ao Tibete

Rodovia Sichuan-Tibet, de 2.142 km, cruza 14 montanhas acima de quatro mil metros; obras buscam reduzir deslizamentos e manter a ligação logística com o Tibete

Rota de dois mil quilômetros na China conhecida por atravessar montanhas e áreas de risco – Créditos: depositphotos.com / luq1
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  • Extensão total de aproximadamente 2.142 km, ligando Chengdu, em Sichuan, a Lhasa, no Tibete, atravessando 14 montanhas com altitudes acima de 4.000 metros; altitude máxima no passo Dongda La, 5.008 metros; cruza dezenas de rios, incluindo o Yangtzé.
  • A construção começou na década de cinquenta, pelo Exército de Libertação Popular, com diques de rocha, túneis e desfiladeiros; o projeto resultou em milhares de mortes por hipoxía e avalanches; hoje a rodovia está pavimentada em grande parte e tem rotas norte e sul.
  • O trecho sul é famoso por deslizamentos, inundações de lama e quedas de pedras; durante a temporada de monções, trechos inteiros podem sumir em vales profundos.
  • Um ponto icônico são as “72 Curvas do Rio Nu”, no desfiladeiro do Nu, onde a estrada desce em zigue-zague e o freio motor é essencial para as descidas.
  • Do ponto de vista logístico, a rodovia é a principal via de abastecimento e integração do Tibete, funcionando junto com a ferrovia paralela para evitar o isolamento econômico e geográfico da região.

A Rodovia Sichuan-Tibet, com 2.142 km, cruza 14 montanhas acima de 4.000 metros. Reformada ao longo das décadas, foi construída a partir dos anos 1950 pelo Exército de Libertação Popular para ligar Chengdu a Lhasa. O trajeto envolve deslizamentos, invernos rigorosos e riscos de oxigênio.

A obra exigiu dinamite de desfiladeiros verticais e túneis em rocha maciça, em altitudes que chegam a 5.008 metros no Dongda La. Milhares de vidas se perderam durante a construção, em razão da hipoxia e de avalanches. Hoje, a via está pavimentada em grande parte e segue em obras de melhoria.

O trajeto sul é marcado por deslizamentos de terra, lama e quedas de pedras, especialmente na temporada de monções. Trechos inteiros podem desaparecer em vales profundos dos rios Dadu e Jinsha, exigindo constantes desvias e manobras.

Desafios e riscos

Entre as peculiaridades está o desfiladeiro do Rio Nu, conhecido por 72 curvas em zigue-zague. A descida exige uso intenso do freio motor para evitar superaquecimento. A infraestrutura atual prevê viadutos e túneis para afastar o tráfego das encostas instáveis.

A rota atravessa rios, vales e picos nevados, oferecendo paisagens extremas. Em muitos trechos, a estrada surge como único elo estratégico entre regiões isoladas e o resto do país, especialmente na ligação com a capital tibetana.

Dados da rota

Extensão total: cerca de 2.142 km entre Chengdu, em Sichuan, e Lhasa, no Tibete. Passa por 14 montanhas com mais de 4.000 metros de altitude. A altitude máxima ocorre no Dongda La, a 5.008 metros. A via cruza o rio Yangtze e dezenas de outros cursos d’água.

Importância logística

A Rodovia Sichuan-Tibet é a principal rota de abastecimento e integração da região autônoma. Além da estrada, a ferrovia paralela inaugurada recentemente amplia conexões. Sem esses corredores, o Tibete permaneceria isolado politicamente e economicamente.

Turismo e peregrinação

Apesar dos perigos, a via atrai ciclistas, motociclistas e peregrinos budistas. Muitas pessoas percorrem trechos a pé, prostrando-se em etapas até chegar a Lhasa. Ao longo do trajeto, comunidades preservam tradições seculares frente a cenários de alta montanha.

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