- Transtorno dismórfico corporal (TDC) é uma condição de saúde mental em que a pessoa se dedica obsessivamente a supostas falhas físicas, levando ao isolamento e sofrimento; estima-se que afete de 2% a 3% da população.
- O relato de Mandy Rosenberg, 35 anos, de Brookfield, Wisconsin, mostra como uma imperfeição quase invisível na testa pode ser percebida como defeito grave, causando sofrimento intenso.
- Pessoas com TDC costumam acreditar que serão rejeitadas por causa de seus supostos defeitos, passam longos períodos se olhando no espelho e recorrem a dermatologistas, cirurgiões plásticos ou esteticistas em vez de tratamento mental.
- O transtorno geralmente surge na adolescência e está relacionado a TOC, depressão, fobia social e ideação suicida; estimativas indicam que até dois terços pensam em suicídio ao longo da vida e cerca de 35% chegam a tentar.
- O tratamento eficaz inclui terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, ISRS; no caso da paciente, a TCC ajudou a melhorar a condição, e ela passou a enxergar identidade além da aparência.
Pessoas com transtorno dismórfico corporal vivem obcecadas com supostas falhas na aparência, o que pode levar a isolamento social e sofrimento intenso. Um caso citado envolve Mandy Rosenberg, de 35 anos, de Brookfield, Wisconsin, que buscava fixação por uma imperfeição quase invisível na testa.
A paciente passava longos períodos olhando no espelho e chegando perto para examinar a suposta cicatriz. Em frases registradas por profissionais, ela chegou a dizer que, se a imperfeição não desaparecesse, não veria mais sentido em continuar.
Ainda sem diagnóstico definitivo na época, Rosenberg apresentava sinais que se associam ao transtorno obsessivo-compulsivo e ao transtorno dismórfico corporal, condições que afetam a percepção de aparência e o funcionamento diário.
O que é o transtorno dismórfico corporal
A condição faz o indivíduo focar obsessivamente em falhas que, para terceiros, parecem mínimas ou inexistentes. Não se trata de vaidade, e sim deAngústia extrema que prejudica atividades cotidianas.
Estudos apontam que o transtorno costuma surgir na adolescência e atinge cerca de 2% a 3% da população, embora muitos casos passem despercebidos. Pesquisas indicam alterações em áreas do cérebro responsáveis pela visão global.
Como o TDC é compreendido e diagnosticado
Pessoas com TDC podem interpretar falhas como defeitos que as afastam de relacionamentos. Em geral, subestima-se a possibilidade de ser amado por conta dessas percepções. Psicólogos enfatizam que o problema é de saúde mental, não de vaidade.
Profissionais destacam que muitos pacientes procuram primeiro dermatologistas, cirurgiões ou esteticistas, em busca de correção. Essa busca pode manter a ansiedade e atrasar o tratamento adequado.
Sinais, consequências e comorbidades
Isolamento, evitação de atividades e tempo excessivo dedicado a rituais, como inspeção constante do corpo, são comuns. Em casos graves, a convivência com TOC, depressão e fobia social pode se intensificar, com risco elevado de ideação suicida.
Pesquisas indicam que parte dos pacientes desenvolve comportamentos relacionados ao uso de substâncias ou busca de validação externa por meio de tecnologias, como interações com assistentes virtuais.
Tratamento e trajetória de recuperação
A terapia cognitivo-comportamental é eficaz para remissão em parcela significativa dos casos, com técnicas de exposição e resposta para reduzir rituais. Medicamentos antidepressivos podem ser usados em doses altas quando recomendados.
No caso de Rosenberg, a abordagem terapêutica envolveu CBT com o terapeuta que acompanhava o caso, ajudando a ampliar a percepção de identidade além da aparência. Ela passou a compreender que é filha, professora, amante de cães e defensora de valores que vão além do corpo.
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