- Em 2026, a Anvisa já adotou 272 medidas contra produtos irregulares nos primeiros meses do ano.
- O caso recente envolve a Ypê: venda de lotes de detergentes e desinfetantes proibida por risco de contaminação; a empresa recorreu à Justiça e a decisão foi suspensa, com repercussão política por doações de campanha à ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Casos famosos de alimentos: a fábrica da Fugini foi interditada em 2023 por falhas de higiene e uso de ingredientes vencidos; as balas Dori tiveram recall em 2024 por suspeita de Salmonella; sorvetes Häagen-Dazs foram recolhidos após encontrarem substância cancerígena no extrato de baunilha.
- Risco para o público infantil: a Nestlé recolheu preventivamente fórmulas infantis como Nan e Nestogeno apósdetecção de toxina de Bacillus cereus em um óleo fornecido por terceiros, com troca de matéria-prima para evitar problemas em crianças.
- Em cosméticos e unhas, a Anvisa endureceu regras: proibidas substâncias cancerígenas e tóxicas em esmaltes e produtos para unhas; registros de centenas de pomadas modeladoras foram cancelados por causar lesões oculares, exigindo análise mais rigorosa antes de chegar ao consumidor.
A Anvisa já adotou 272 medidas contra produtos irregulares apenas no início de 2026, incluindo suspensões e recalls. Além do caso recente envolvendo a Ypê, diversas marcas de alimentos e cosméticos enfrentaram medidas de controle por riscos de contaminação e falhas de fabricação.
A agência proibiu a venda de lotes específicos de detergentes e desinfetantes da Ypê. A empresa recorreu à Justiça argumentando possuir testes que comprovam a segurança dos itens, e a decisão acabou suspensa.
Casos envolvendo alimentos de consumo diário
Em 2023, a fábrica da Fugini foi interditada por higiene precária e uso de ingredientes vencidos em maioneses. Em 2024, as balas Dori foram recolhidas por suspeita de Salmonella. Também houve recall de sorvetes Häagen-Dazs após constatação de substância cancerígena no extrato de baunilha.
Produtos infantis e cosméticos
A Anvisa determinou o recolhimento preventivo de fórmulas da Nestlé, Nan e Nestogeno, após detecção de toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus em óleo de terceiros. A Nestlé informou que não houve relatos de mal-estar em bebês, e substituiu a matéria-prima para evitar riscos.
A atuação regulatória também atingiu cosméticos. Substâncias cancerígenas e tóxicas foram proibidas em esmaltes em gel e produtos para unhas. Em produtos capilares, centenas de pomadas modeladoras com lesões nos olhos tiveram registros cancelados, exigindo avaliação analítica mais rigorosa antes da venda.
Empresas clandestinas
Casos de atuação irregular sem registro são punidos com maior severidade. A marca de limpeza Solubrillho teve todos os seus produtos banidos por operar sem CNPJ e sem autorização de funcionamento, evidenciando o risco a consumidores e à manipulação de químicos.
Fonte: Gazeta do Povo
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