- Nesta segunda-feira (11), ocorreu a audiência de instrução de Thiago Almeida Filho, réu por duplo homicídio qualificado no caso do casal Guilherme Pereira e Ana Luiza, em João Pessoa.
- Foram ouvidas cinco testemunhas, incluindo o pai de Ana Luiza e a mãe de Guilherme; o réu não foi ouvido por atestado médico, e a audiência será retomada em 29 de maio.
- O laudo da Polícia Civil aponta que Guilherme foi morto com tiro na cabeça, com a bala entrando pela lateral esquerda e saindo pela direita; o capacete dele também foi perfurado.
- O relatório indica que a munição era similar à usada em fuzis da polícia militar da Paraíba, levando ao indiciamento de um policial militar; dois demais policiais teriam dito ter portado fuzis naquele dia.
- Em relação a Ana Luiza, o laudo aponta morte por forte pancada na cabeça, sem vestígios de munição no corpo.
Na manhã desta segunda-feira (11), ocorreu a audiência de instrução de Thiago Almeida Filho, réu por duplo homicídio qualificado. A morte ocorreu durante uma abordagem da Polícia Militar no bairro Muçumagro, em João Pessoa. O objetivo é esclarecer as circunstâncias e confirmar as provas apresentadas, sem fores de defesa.
Foram ouvidas cinco testemunhas até o momento, incluindo o pai de Ana Luiza e a mãe de Guilherme. O réu permaneceu sem ser ouvido, apresentando atestado médico. A continuidade da audiência ficou marcada para o dia 29 de maio.
Segundo laudo da Polícia Civil, Guilherme Pereira morreu com tiro na cabeça antes da colisão envolvendo a motocicleta dele. O relatório aponta entrada da bala pelo lado esquerdo e saída pelo direito, com o capacete também perfurado pelo projétil.
Ainda de acordo com o documento, houve reconhecimento de que a munição era similar à utilizada em fuzis da Polícia Militar da Paraíba. O laudo confirma que dois policiais relataram portar fuzis durante a ronda de novembro de 2024, quando a motocicleta foi perseguida.
No caso de Ana Luiza, o laudo indica que a morte decorreu de uma forte pancada na cabeça, sem indícios de munição ou fragmentos no corpo. A investigação segue para esclarecer as causas e responsabilidades.
Relembre o que aconteceu na madrugada de 30 de novembro de 2024, no Muçumagro. A PM tinha recebido informações sobre uma festa ilegal na região da Praia do Sol e avistou três motocicletas em alta velocidade. Uma das motos, com casal, foi abordada; as outras fugiram em velocidades e manobras arriscadas, culminando na colisão de uma das motocicletas com um poste. O Samu confirmou o óbito no local.
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