- A editora argentina Ediciones de la Flor encerrou suas operações, anunciando que este é o último ano de atividade e a última feira à qual participa.
- O anúncio foi feito por meio de um cartaz no estande da editora durante a 50ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, entre 23 de abril e 11 de maio.
- O encerramento ocorre após o impacto da decisão dos herdeiros de Quino de fechar com uma nova editora; desde agosto de 2025 as tiras Mafalda são lançadas pela Sudamericana, selo da Penguin Random House.
- A fundadora Ana María Kuki Miller afirmou que a editora não está à venda e que decidiu encerrar por considerar que um ciclo se cumpriu e por fatores que mudaram o setor.
- O fechamento também é atribuído à queda de demanda, aumento de custos e mudanças nos modos de edição; a De la Flor já não imprimia exemplares há um ano.
Ediciones de la Flor, editora argentina que por mais de 50 anos publicou Mafalda, encerrou suas operações. O anúncio foi feito sem pronunciamento oficial, através de um cartaz exposto no estande durante a 50ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, entre 23 de abril e 11 de maio.
Segundo apuração, o movimento ocorre após o impacto da decisão dos herdeiros de Quino de fechar acordo com outra editora. A Mafalda passou a ser publicada pela Sudamericana, selo da Penguin Random House, desde agosto de 2025.
Ana María Kuki Miller, fundadora da De la Flor, confirmou o fechamento ao jornal La Nación. A empresária afirmou que o ciclo da editora se cumpriu e que não há intenção de venda. A retirada da obra de Quino é destacada como marco da mudança.
A decisão também é atribuída a fatores externos ao setor, como queda de consumo, aumentos de custos e mudanças nos modos de editar. A De la Flor já não imprimia exemplares há um ano, ampliando o desafio de manter as operações.
Historicamente, a editora publicou obras em espanhol como o primeiro romance de Umberto Eco, O Nome da Rosa, além de obras de Fontanarrosa, Gambaro, Berger e Walsh, entre outros.
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