- A audiência de instrução e julgamento relacionada ao rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, ocorre no Rio de Janeiro, com ele réu por tentativa de homicídio contra policiais e foragido da Justiça.
- Na fase, o juiz ouve testemunhas, analisa provas e interroga o réu; ao final, acusação e defesa apresentam argumentos e o juiz define próximos passos, como possível júri popular ou absolvição.
- Oruam é acusado de duas tentativas de homicídio qualificado durante uma ação policial em julho de 2025, quando agentes cumpriam mandado de busca e apreensão; houve arremesso de pedras contra os profissionais, que se protegeram atrás de um veículo.
- Além disso, responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado; está foragido após revogação de habeas corpus e retorno da prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
- O rapper também é alvo de outra investigação relacionada a um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho; familiares dele foram citados na operação, e a mãe já teve habeas corpus concedido.
A Justiça deu início à fase de instrução do processo contra Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis, ele participa da audiência marcada para esta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O artista figura como foragido da Justiça.
Na fase de instrução, o juiz ouvirá testemunhas, analisará provas e interrogará o réu para esclarecer os fatos. Ao fim, a acusação e a defesa apresentam argumentos, e o magistrado decidirá os próximos passos, que podem incluir júri popular, absolvição ou novas diligências.
Como Oruam está foragido, a defesa será a única responsável pela apresentação do réu durante a audiência. A equipe jurídica do rapper não retornou as ligações e mensagens enviadas pelo portal na manhã de segunda-feira.
De acordo com a denúncia, o episódio ocorreu em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam mandado contra um menor investigado por tráfico de drogas no Joá, na zona sul do Rio. Oruam residia no local à época.
A Promotoria sustenta que Oruam e outro acusado teriam arremessado pedras contra os policiais, assumindo o risco de morte. Além das tentativas de homicídio, o rapper responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.
O boletim de ocorrência registra ferimentos em um oficial, com lesões nas costas e no calcanhar esquerdo, e o delegado que precisou se esconder atrás de um carro da polícia para evitar ataques. A denúncia cita que os ataques ocorreram com elevada intensidade.
No momento, Oruam permanece foragido desde a revogação de habeas corpus que levou à reestabelecimento da prisão preventiva, com base no descumprimento de medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica.
Além desse processo, o rapper é investigado em outra operação. No fim de abril, ele foi incluído na lista de procurados em ação da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, conforme apurações oficiais.
Também aparecem na investigação a mãe de Oruam, a empresária Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno. Márcia chegou a ser presa em março, na Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada, segundo fontes oficiais.
Oruam é filho de Marcinho VP, líder histórico do Comando Vermelho. O traficante foi preso em setembro de 1996, sob acusação de comandar o tráfico no Complexo do Alemão. Ele cumpre longa pena em unidade penal federal.
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