- A Anvisa suspendeu vários lotes de produtos de limpeza da Ypê por risco de contaminação na fábrica e a decisão gerou debate sobre possível motivação política.
- A empresa contestou a medida, afirmando ter fundamentação científica robusta e que os produtos são seguros, mantendo nota oficial sobre o tema.
- Entre 1º de janeiro e 11 de maio, a Anvisa já aplicou 272 medidas cautelares contra produtos irregulares.
- Casos de maior repercussão nos últimos anos incluem Fugini (alimentos, 2023), Dori (doces, 2024), Häagen-Dazs (sorvetes, 2022), Nestlé (fórmulas infantis, 2026), Cellier (atum enlatado, 2023), Solubrillho (limpeza clandestina, 2021), Hemp Vegan (cosméticos, 2025) e produtos para unhas (cosméticos, 2025–2026).
- A Anvisa também implementou medidas regulatórias relevantes, como recolhimento de formulações para unhas e cancelamento de registros de pomadas capilares, impactando o setor de cosméticos e saneantes.
A Anvisa suspendeu a venda e recolheu diversos lotes de produtos da Ypê, após identificar risco de contaminação devido a irregularidades no processo de fabricação na unidade Química Amparo, em SP. A ação, anunciada na semana passada, gerou reações variadas no mercado e no cenário político.
A fabricante reagiu com base em laudos e testes independentes, afirmando que seus produtos são seguros. A empresa informou que vai usar vias jurídicas e administrativas para contestar a decisão e manter parte de sua linha disponível.
Entre 1º de janeiro e 11 de maio, a Anvisa realizou 272 medidas cautelares contra produtos irregulares, conforme dados oficiais. Os casos envolvem alimentos, cosméticos, medicamentos, saneantes, insumos farmacêuticos e dispositivos médicos.
Casos recentes de maior repercussão
Molhos, mostarda, ketchup, maionese e conservas da Fugini foram suspensos em 2023 por falhas graves de boas práticas de fabricação na planta de Monte Alto, SP. A produção foi paralisada e novos lotes passaram por inspeção.
Em 2024, balas Hortelã Recheada, Bolete, Morango e Framboesa da Dori foram alvo de recall por risco de contaminação por Salmonella. A Anvisa orientou consumidores a não ingerir e pediu o ressarcimento junto à fabricante.
Entre 2022 e 2023, sorvetes Häagen-Dazs com óxido de etileno no extrato de baunilha foram recolhidos globalmente, atingindo o mercado brasileiro. A General Mills substituiu fornecedores e a produção continua sob supervisão.
Nestlé recolheu fórmulas infantis em 2026 após detecção de cereulide em óleo europeu fornecido a Nestlé Brasil. A empresa substituiu a matéria-prima e ampliou testes, mantendo a disponibilidade dos demais produtos.
Em 2023, Atum ralado Cellier foi proibido por risco grave à saúde, após surto ligado a falha no processamento térmico da lata. O lote foi retirado de circulação.
Solubrillho, marca de limpeza, teve todos os produtos proibidos em 2022 por atuação clandestina e ausência de registro. A empresa não se manteve regularizada.
Em 2025, cosméticos Hemp Vegan da Be Factory Laboratories foram proibidos por rotulagem inadequada. A empresa contestou a decisão, alegando uso criativo das siglas e nome de marca.
Para unhas, a RDC 995 de 2024 proibiu TPO e DMPT por riscos à saúde, exigindo recolhimento de estoques. A medida manteve o veto e elevou controles na indústria.
Pomadas capilares passaram por reestruturação regulatória entre 2025 e 2026, com cancelamento de mais de 1,2 mil registros pela RDC 814/2023, após casos de lesões oculares. O setor pediu recadastramento, com impacto no tempo de lançamento de produtos.
Entre na conversa da comunidade