- Sarah Wynn-Williams e Virginia Giuffre venceram conjuntamente o prêmio Freedom to Publish no British Book Awards deste ano, pela primeira vez em que o prêmio é compartilhado.
- Wynn-Williams foi reconhecida por Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed and Lost Idealism, livro que aborda anos na Meta; Giuffre recebeu o prêmio postumamente por Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice.
- O prêmio, promovido pela Index on Censorship, foi apresentado por Yulia Navalnaya e busca destacar ameaças à liberdade de expressão.
- Durante a cerimônia, Wynn-Williams alertou sobre a influência de elites ricas sobre o discurso público e instituições.
- Giuffre faleceu em 2025, pouco antes da publicação de Nobody’s Girl, que relata abusos atribuídos a Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell e outros.
Sarah Wynn-Williams e Virginia Giuffre venceram conjuntamente o prêmio Freedom to Publish no British Book Awards deste ano, marcando a primeira vez que o reconhecimento é compartilhado. A homenagem celebra liberdade de publicação e resistência à censura.
Wynn-Williams é ex-funcionária do Facebook e integrou o júri ao conceder o prêmio por Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed and Lost Idealism, livro que analisa a cultura interna da empresa e temas como influência política e bem-estar de adolescentes. A Meta contesta as alegações.
Giuffre recebeu o troféu postumamente pelo título Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice, que relata abusos segundo a autora, envolvendo Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell e outras pessoas. O livro foi lançado pouco antes de sua morte.
O prêmio foi apresentado por Yulia Navalnaya e apoiado pela organização Index on Censorship, criada em 2022 para defender escritores, editores e livreiros diante de ameaças à liberdade de expressão. A premiação destaca casos de censura e pressão legal contra vozes críticas.
Durante a cerimônia, Wynn-Williams destacou a influência de redes de elites muito ricas sobre o discurso público e instituições. Ela afirmou que o dinheiro pode colocar certos atores acima da lei e criar impunidade.
A ex-funcionária também mencionou, em seu discurso, que a produção de Careless People trouxe consequências legais para ela, incluindo ordens legais e multas em função de discussões públicas sobre a Meta. O processo é apontado como parte de um debate sobre transparência e responsabilidade corporativa.
Referindo-se a Giuffre, Wynn-Williams elogiou a coragem da autora ao falar sobre abusos e apontou que a luta pela verdade envolve enfrentar coerção, intimidação e litígios. A homenageada, que faleceu em abril de 2025, iniciou a memória em parceria com a jornalista Amy Wallace.
Pan Macmillan, editora de Wynn-Williams, ressaltou a coragem da autora diante dos custos pessoais, legais e financeiros envolvidos ao trazer questões de interesse público ao debate global. A editora destacou a importância de dar voz a denúncias de abuso.
Entre os premiados da edição, o British Book Awards confirmou o reconhecimento a outros autores, reforçando o papel do prêmio na valorização da diversidade de narrativas e da luta contra a censura no mercado de livros.
Entre na conversa da comunidade