- Vizinhos relatam brigas diárias entre Nájylla Duenas Nascimento e o marido, Daniel Barbosa Marinho, após a cerimônia de casamento em Campinas.
- Nájylla, de 34 anos, foi morta a tiros na noite de sábado, poucas horas após oficializar a união; o guarda municipal com 28 anos de carreira foi preso em flagrante.
- Testemunhas dizem que Daniel agia com agressividade ao consumir bebida alcoólica; a discussão começou na confraternização e continuou na residência.
- Três filhos do casal — um adolescente de 15 anos e duas meninas, de 12 e 8 anos — foram retirados do local; Nájylla foi socorrida pelo Samu, mas morreu.
- A polícia informou o caso como feminicídio e violência doméstica; a arma foi apreendida e o suspeito teve a prisão convertida em preventiva após a audiência de custódia.
O casal que se oficializou em casamento em Campinas, interior de São Paulo, teve a vida interrompida por um feminicídio na noite deste sábado. Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros poucas horas após a cerimônia, em casa, no bairro DIC IV. O marido, Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, guarda municipal de Campinas, foi preso em flagrante pela Polícia Civil.
Vizinhos relataram que a rotina da casa era marcada por desentendimentos frequentes. Segundo moradores, as discussões envolviam gritos, xingamentos e episódios de agressão, principalmente quando o casal bebia. A confusão teria começado durante a confraternização após a cerimônia no cartório e se intensificado na residência.
Ainda conforme relatos, Nájylla teria pedido que o marido parasse de beber, o que provocou novo desentendimento. Na sequência, Daniel deixou o imóvel, retornou armado e efetuou os disparos contra Nájylla. Familiares retiraram os três filhos do casal — um adolescente de 15 anos e duas meninas de 12 e 8 — do local antes dos tiros. Socorro do Samu foi solicitado, mas Nájylla não resistiu aos ferimentos.
Investigação e prisão
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou o registro do caso como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. A arma utilizada foi apreendida durante a operação, e o guarda municipal permanece custodiado. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida para preventiva.
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