- Emgality (galcanezumabe) deixará de ser vendido no Brasil em junho, conforme anúncio feito pela Libbs, parceira da Eli Lilly.
- A Libbs informou que a descontinuidade ocorre como parte de uma atualização de portfólio; o motivo não foi divulgado.
- A droga já recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no fim de 2019 e é vendida em seringa pré-preenchida, com aplicação mensal em três injeções consecutivas totalizando 300 mg.
- Pacientes temem a perda do tratamento, pois muitos não respondem a outras opções, e há expectativa de incorporação da droga ao SUS e aos planos de saúde.
- No Brasil existem medicações similares, como Pasurta e Ajovy, ainda com alto custo e disponibilidade restrita em farmácias.
Emgality, medicamento contra enxaqueca crônica, deixará de ser comercializado no Brasil em junho. A decisão parte da Libbs, distribuidora associada à Eli Lilly, proprietária da fórmula. O anúncio foi feito a médicos brasileiros.
A descontinuidade gera preocupação entre neurologistas e pacientes que utilizam o remédio, considerado um dos mais eficazes para crises graves. O alto custo do tratamento também contribui para a dificuldade de encontrar alternativas viáveis no país.
A Libbs informou que a medida decorre de uma “atualização do portfólio” da empresa e comunicou à Anvisa em 4 de maio. Os estoques permanecerão disponíveis nas farmácias apenas até o fim, sem previsão de reposição.
O que muda para pacientes
Pacientes que dependem do Emgality, cuja aplicação ocorre via injeção mensal em seringa pré-preenchida, precisam buscar orientação médica para definir substitutos ou ajustes terapêuticos. A rede pública de saúde não confirmou incorporação do tratamento, aumentando a insegurança.
Especialistas ressaltam que o Emgality tem adesão facilitada pela posologia mensal e pela aplicação em caneta, o que facilita o uso. Outros tratamentos monoclonais disponíveis no Brasil possuem custos elevados e acesso restrito.
Além do Emgality, existem opções como Pasurta e Ajovy no mercado, mas com disponibilidade limitada em farmácias e preços acima de R$ 1.300 por mês. Médicos enfatizam a necessidade de avaliação individual para cada caso.
Perspectivas e impacto no SUS
Especialistas apontam que a incorporação de terapias alternativas exige avaliação cuidadosa de cada paciente, sobretudo para casos mais graves. A Sociedade Brasileira de Cefaleia estima que cerca de 15% da população sofre de enxaqueca, com maior prevalência entre mulheres.
Entidades médicas ressaltam ainda a importância de manter o monitoramento do tratamento e a busca por opções que assegurem qualidade de vida, mesmo diante da saída do Emgality do mercado brasileiro. A continuidade do cuidado depende de novas escolhas terapêuticas.
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