- Influenciadora Bianca Andrade mostrou o escritório da Boca Rosa Beauty em vídeo patrocinado, gerando debate nas redes.
- No trecho, aparece um funcionário em uma sala pequena; Bianca o apresenta como “Pedro, de Marketing” e comenta “Trabalha pouco, né, Pedro?”, gerando críticas.
- Recortes apontam suposta falta de ergonomia, sem janelas e iluminação inadequada; o vídeo original foi removido, mas continua circulando.
- Especialistas citam a NR 17 como norma que rege ergonomia e condições de trabalho em escritórios, determinando cadeiras, mesas e apoio adequados.
- Advogada aponta possíveis consequências legais para a empresa em caso de descumprimento, incluindo fiscalizações, multas e indenizações; trabalhador pode buscar reparação pelo RH, sindicato ou Justiça do Trabalho.
Bianca Andrade, influenciadora e empresária da Boca Rosa Beauty, publicou um vídeo mostrando os bastidores do escritório da marca. O material, feito em parceria com uma marca de café, ganhou as redes e gerou debate sobre o ambiente de trabalho.
No registro, aparece uma sala pequena onde um funcionário fica sentado em uma cadeira pouco ergonômica, com o notebook apoiado em uma mesinha baixa. A apresentação do profissional ocorreu sem contexto adicional, gerando críticas sobre as condições do espaço.
User-generated clips do vídeo contaram com milhares de visualizações e comentários que apontam falta de ergonomia e de infraestrutura. O conteúdo original foi removido pelos perfis da empresa, que não respondeu até o fechamento deste texto.
O que diz a lei sobre a estrutura do ambiente de trabalho
Rafael Humberto Galle, especialista em direito trabalhista, comenta que saúde e segurança são direitos do empregado e exigíveis pela NR 17. A norma orienta condições ergonômicas em escritórios.
Segundo Galle, é essencial oferecer cadeira com ajuste, mesa na altura adequada e apoio lombar. Itens devem evitar esforço repetitivo e desconforto, respeitando medidas antropométricas.
Para a aplicação, a NR 17 recomenda que todas as áreas do espaço de trabalho atendam a padrões de ergonomia e acessibilidade. O objetivo é reduzir riscos de lesões ocupacionais.
Responsabilidade empresarial e passos de atuação
A advogada Cátia Vita ressalta que o descumprimento pode resultar em fiscalizações, multas e indenizações por danos morais ou materiais. Em casos graves, pode haver responsabilização civil e trabalhista.
Caso o trabalhador perceba falhas, ele deve comunicar o setor de RH e, se necessário, acionar o sindicato, o Ministério do Trabalho ou ingressar com ação judicial para exigir adequações.
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