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Mãe confunde tira-manchas com remédio para azia e alerta sobre embalagem

Fonoaudióloga ingere tira-manchas ao confundir com bicarbonato e acende alerta sobre armazenar químicos em embalagens reutilizadas

Quantidade de produto ingerida foi uma colher — Foto: Arquivo pessoal
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  • Letícia Carreiro Amaro, fonoaudióloga de São Paulo, ingeriu cerca de 300 ml de uma mistura achando ser bicarbonato com limão e água, mas era tira-manchas em pó.
  • Ao perceber, procurou orientação médica; o Centro de Intoxicação de São Paulo orientou não provocar vômito e recomendou jejum e acompanhamento médico.
  • A queimação aumentou, houve dor de cabeça e diarreia; exames posteriores mostraram irritação na garganta e, posteriormente, infecção nasal tratada com antibiótico.
  • O episódio serviu de alerta sobre armazenar produtos químicos apenas em embalagens originais e evitar reutilizar potes para líquidos de limpeza.
  • Após cerca de quinze dias, Letícia apresenta melhora significativa, com leve queimação ocasional e acompanhamento médico em curso.

A fonoaudióloga Letícia Carreiro Amaro, de 40 anos, moradora de São Paulo, passou por um susto ao ingerir uma mistura para aliviar azia que ela acreditava ser caseira. O conteúdo era, na verdade, um produto para branquear roupas armazenado em pote reutilizado pela mãe.

Ela informou que tomou cerca de 300 ml da mistura, composta de bicarbonato, água e limão, achando que faria efeito. Ao perceber o pote, percebeu que era tira-manchas em pó com bolinhas azuis. O episódio ocorreu há cerca de duas semanas e ganhou visibilidade nas redes.

Letícia gravou o vídeo em tom leve, mas destacou o alerta sobre armazenar produtos químicos em embalagens não originais. A fonoaudióloga também mostrou como o episódio gerou ansiedade e pediu ajuda médica imediatamente.

Detalhes do que aconteceu indicam que, após a ingestão, houve queimação na garganta e desconforto. O médico orientou acionar o Centro de Intoxicação de São Paulo e não provocar vômito, para evitar novas queimaduras.

No dia seguinte, a paciente relatou dor de cabeça intensa e diarreia. Uma nasofibrolaringoscopia conferiu irritação na garganta, e uma infecção nasal foi tratada com antibiótico. Em 14 dias, Letícia já apresentava melhoras significativas.

A principal lição, segundo Letícia, é manter produtos de limpeza em suas embalagens originais e etiquetados. A recomendação médica é buscar atendimento rápido, mesmo sem sintomas graves, em casos de ingestão de produtos químicos.

O caso serve como alerta para famílias com crianças pequenas, já que o armazenamento inadequado de produtos pode levar a incidentes graves. Profissionais ressaltam a importância de evitar frascos reutilizados para itens de limpeza.

O que fazer em casos de ingestão de produtos de limpeza: interromper a ingestão, enxaguar a boca e buscar atendimento médico rapidamente. Leve a embalagem para a avaliação e observe sinais como dor, dificuldade para engolir ou respirar.

O que não fazer: não provocar vômito ou experimentar truques caseiros. A orientação é manter os produtos na embalagem original, fora do alcance de crianças e evitar reutilizar potes para alimentos ou itens de limpeza.

Para evitar acidentes, mantenha produtos bem identificados, longe de alimentos e de crianças, e não reutilize potes para armazenar químicos. Esses cuidados reduzem o risco de confusões e intoxicações em casa.

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