- Ministério Público pediu o arquivamento do caso por falta de provas, afirmando que adolescentes investigados e o cão não estavam juntos na praia no momento da suposta agressão.
- Laudos periciais indicam que Orelha apresentava saúde debilitada e osteomielite na região maxilar esquerda, sem ferimentos ou fraturas recentes.
- Foram analisados quase 2.000 arquivos digitais, incluindo vídeos e dados de celulares, além de novos depoimentos, antes de chegar ao ponto de arquivamento.
- A promotoria aponta que a versão de agressão ganhou força a partir de boatos nas redes sociais e de menções a um vídeo que não existia, favorecendo atribuição precoce de autoria.
- O Ministério Público vai apurar irregularidades na investigação, a possível divulgação de informações sigilosas e a monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso Orelha.
O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro. A defesa dos envolvidos não respondeu até o fechamento desta edição.
Segundo a Promotoria, os adolescentes investigados e o animal não estavam juntos no momento em que a suposta agressão teria ocorrido. A apuração aponta que a morte estaria ligada a condições de saúde preexistentes, e não a um ato de violência.
A perícia avaliou quase 2.000 arquivos, entre vídeos, fotos e dados de celulares apreendidos, além de novos depoimentos. Orelha apresentava osteomielite na região maxilar esquerda, possivelmente associada a doenças periodontais, sem sinais de fraturas ou ferimentos recentes.
Laudos periciais indicam que o cão estava com a saúde debilitada e apresentava inchaço na cabeça, o que reforça a hipótese de doença preexistente. O relatório também aponta que não há evidências de trauma recente compatível com agressão.
A Polícia Civil informou que já concluiu as investigações e remeteu os autos à Promotoria. A defesa dos adolescentes, contactada, ainda não havia se manifestado sobre o desfecho do caso.
O MP aponta que boatos e menções a um suposto vídeo não existente contribuíram para atribuição precoce de autoria e para o direcionamento de investigações. A instituição investiga, ainda, possíveis irregularidades no andamento do caso.
Além disso, o Ministério Público abriu apuração sobre condutas de possíveis irregularidades na divulgação de informações sigilosas e sobre a monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso Orelha. Também não houve conclusão sobre outras linhas de investigação.
Relembre o caso: Orelha morreu no dia 5 de janeiro, após ser encontrado ferido na Praia Brava. A autoridade policial divulgou, na época, que a agressão teria ocorrido na madrugada anterior, e a hipótese de eutanásia foi mantida apenas por parte da polícia, até nova avaliação.
Entre na conversa da comunidade