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Perícia aponta que Cão Orelha não morreu por agressão de adolescentes

Perícia aponta que cão Orelha não sofreu agressão; doença óssea grave afastou relação com adolescentes, levando ao arquivamento do caso

O Ministério Público de Santa Catarina afirmou que perícia concluiu que o cão "Orelha" sofria de infecção óssea grave e crônica
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  • O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento do caso, afirmando que não houve agressão ao cão Orelha e que os adolescentes não estiveram com o animal na Praia Brava, em Florianópolis.
  • A conclusão pericial foi baseada em quase dois mil arquivos digitais, incluindo laudos, vídeos, fotos e dados de celulares apreendidos, além de novos depoimentos.
  • A reanálise das imagens mostrou um descompasso entre os horários dos sistemas de monitoramento, o que evidenciou cerca de trinta minutos de diferença entre as câmeras do condomínio e as do sistema público Bem-Te-Vi.
  • Com a correção da linha do tempo, o MPSC informou que, quando o adolescente esteve próximo ao deck da praia, o cão Orelha estava a aproximadamente seiscentos metros de distância, descartando a hipótese de convivência na praia por quarenta minutos.
  • Os laudos apontaram osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea grave e crônica, sem sinais de maus-tratos; a morte da cadela Pretinha, dias depois, por doença do carrapato, foi citada para contextualizar a vulnerabilidade sanitária dos animais.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento do caso envolvendo o cão conhecido como Orelha, após concluir que houve ausência de agressão por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. O animal sofria de uma doença grave.

Segundo o MPSC, a conclusão decorre da análise de quase dois mil arquivos digitais, incluindo laudos, vídeos, imagens e dados de celulares apreendidos, além de novos depoimentos de jovens e testemunhas. A perícia reexaminou as evidências.

Além disso, a reavaliação das imagens mostrou um descompasso temporal entre sistemas de monitoramento. As câmeras do condomínio registravam horários cerca de 30 minutos adiantados em relação ao sistema público Bem-Te-Vi.

Com a correção da linha do tempo, ficou claro que, quando um adolescente passou pelo deck da praia, o cão estava a cerca de 600 metros de distância. Assim, não houve comprovação de permanência conjunta na areia por cerca de 40 minutos.

A perícia também apontou que o animal apresentava plena mobilidade e deslocamento regular quase uma hora após o horário considerado como ocorrência da suposta agressão. Não houve sinais de maus-tratos.

Infecção óssea grave e sinais de vulnerabilidade

Os laudos excluíram fraturas ou lesões compatíveis com agressão humana. O exame após a exumação do corpo de Orelha identificou osteomielite na região maxilar esquerda, condição grave possivelmente ligada a doenças periodontais.

Concluiu-se ainda que o cão apresentava apenas inchaço na região esquerda da cabeça e ao redor dos olhos, sem cortes ou ferimentos externos. A morte da cadela Pretinha, ocorrida dias depois por complicação da doença do carrapato, reforça a vulnerabilidade sanitária dos animais.

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