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Policiais civis extorquiram suspeito do sequestro da mãe de Robinho

Quatro policiais civis são presos na Operação Quina, suspeitos de extorsão de cerca de R$ 1 milhão a um investigado no sequestro da mãe de Robinho em 2004

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  • A Corregedoria Geral da Polícia Civil, em parceria com o Gaeco, deflagrou a Operação Quina na manhã desta terça-feira e prendeu quatro policiais civis em São Paulo, por extorsão qualificada e associação criminosa armada.
  • Os investigadores apontam que os agentes extorquiram cerca de R$ 1 milhão de um dos suspeitos de ligação com o sequestro da mãe do jogador Robinho, Marina de Souza, ocorrido em Praia Grande no ano de 2004.
  • Fabio Oliveira Silva, apontado como vítima das ações dos policiais, disse ter sido preso ilegalmente pela Dise de Carapicuíba e ter recebido ameaça de “forjar flagrante” em troca de dinheiro.
  • O inquérito descreve a negociação: o valor inicial seria de R$ 1 milhão, depois reduzido para R$ 500 mil; o primo de Fabio entregou R$ 303 mil em uma padaria de Barueri, como parte do pagamento, antes de seguir a cobrança.
  • O Ministério Público informou que não há denúncia ainda, pois os fatos estão sob investigação; a corporação ressalta o compromisso com a legalidade e o combate a desvios, enquanto continuam as apurações e apreensões de materiais.

A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (12), pela Corregedoria Geral da Polícia Civil em conjunto com o Gaeco. Quatro policiais civis foram presos no âmbito da chamada Operação Quina, que investiga crimes de extorsão qualificada e associação criminosa armada em São Paulo. A ação mira agentes que teriam usado a condição de policiais para coagir vítimas.

A investigação aponta que os agentes teriam extorquido cerca de 1 milhão de reais de um dos suspeitos de envolvimento no sequestro da mãe de Robinho, Marina de Souza, em 2004, em Praia Grande. Fabio Oliveira Silva é apontado como um dos possíveis suspeitos no sequestro da mulher do jogador.

Fabio foi citado como uma das vítimas dos crimes praticados pela Dise de Carapicuíba em abril de 2026, segundo o inquérito. Ele afirma ter sido preso sem mandado, levado a uma sala reservada e pressionado para entregar 1 milhão de reais, sob a ameaça de forjar flagrante.

O primo de Fabio, Eder Wilson de Jesus Silva, negociou a liberdade e entregou 303 mil reais em uma padaria de Barueri. A defesa afirma que o montante foi repassado após solicitação de correção pelo valor, que deveria chegar a 1 milhão.

Segundo o inquérito, o pagamento foi dividido entre parcelas com um carnê manuscrito, prevendo 197 mil reais em 10 dias e outras duas parcelas de 250 mil. Fabio permaneceu 10 horas na sala especial da Dise antes de ser liberado.

O Ministério Público informou que a vítima inicialmente pediu 1 milhão, mas que a negociação evoluiu para 500 mil com um dos policiais. Não há denúncia ainda, pois as apurações continuam em curso.

Operação e desdobramentos

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e materiais que devem auxiliar as investigações. As autoridades ressaltam que a atuação dos investigados reforça o compromisso com a legalidade e o devido processo.

O MP aponta que as investigações tiveram início após denúncias de abuso de poder por parte de policiais para impor condições de liberdade mediante grave ameaça. A Corregedoria destacou que a operação visa coibir desvios de conduta e preservar a credibilidade da corporação.

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