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Promotor encena com cajado do local do crime ao sustentar em júri

Promotor usa galho recolhido na diligência externa como 'cajado' durante exposição aos jurados em júri por homicídio em Luziânia

Promotor encena com cajado do local do crime ao sustentar em Júri - Migalhas
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  • O promotor Douglas Chegury utilizou um galho de árvore recolhido na diligência externa como “cajado” durante a sustentação oral no Júri, em Luziânia, entre 6 e 8 de maio.
  • A diligência externa levou jurados, juiz, Ministério Público, defesa e policiais a uma fazenda na zona rural para esclarecer a dinâmica do crime.
  • O caso envolve o fazendeiro Cleiton da Silva Gomes e Jocivaldo Ribeiro de Abreu, acusados de emboscar três homens em 14 de março de 2021 na Fazenda Santo Antônio da Boa Vista.
  • No julgamento, a defesa sustentou legítima defesa; após três dias, os jurados absolveram os acusados.
  • A acusação de fraude processual foi rejeitada; a espingarda encontrada ao lado do corpo teria pertencido às próprias vítimas.

Durante o júri popular realizado entre 6 e 8 de maio, em Luziânia, GO, foram discutidos homicídio, tentativa de homicídio e fraude processual. O promotor Douglas Chegury apareceu nas imagens com um galho de árvore, recolhido durante diligência externa no local dos fatos, usado como “cajado” na sustentação. Vídeos da sessão repercutiram nas redes.

Durante a diligência externa, juíza, jurados, membros do MP/GO, advogados e policiais seguiram até a Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, área rural de Luziânia. O objetivo foi esclarecer a dinâmica dos fatos, incluindo a entrada de vítimas na propriedade e a localização da residência dos envolvidos. O promotor retornou ao fórum com o galho.

Diligência externa e uso do cajado

O elemento inusitado ocorreu no segundo dia do julgamento, quando houve suspensão da sessão para a diligência. O galho foi utilizado ao longo do trajeto até a fazenda e, posteriormente, incorporado à sustentação como símbolo da narrativa apresentada aos jurados.

O caso e o veredito

A acusação aponta o fazendeiro Cleiton da Silva Gomes e o caseiro Jocivaldo Ribeiro de Abreu, que teriam armado uma emboscada em 14 de março de 2021 contra João Cláudio Gonçalves dos Santos, Lucas Gabriel Pereira da Silva e Daniel Gonçalves Duarte. Os disparos teriam acontecido na Fazenda Santo Antônio da Boa Vista.

Segundo o MP/GO, as vítimas teriam chegado à propriedade em motos e João Cláudio morreu no local, enquanto Lucas e Daniel escaparam. A defesa alega legítima defesa. O promotor sustentou a fraude processual ao sugerir alteração da cena do crime.

Ao fim de três dias, os jurados acolheram a versão de legítima defesa apresentado pela defesa e absolveram os dois acusados. Não houve alteração da cena do crime e a espingarda encontrada ao lado do corpo seria de responsabilidade das próprias vítimas.

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