- A restauração da Praça dos Três Poderes foca no piso de pedras portuguesas, feito manualmente, e cerca de 20% do trabalho já foi concluído.
- Ao todo são 1.328 quadrantes, com aproximadamente 22 m² cada; a previsão é terminar o piso até dezembro, e a segunda etapa deve ficar pronta no primeiro semestre de 2027.
- O projeto é supervisionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e executado pela Concrejato Engenharia, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Petrobras, via Lei Rouanet.
- Mais de 80% das pedras antigas são reaproveitadas; as novas peças vêm de Sete Lagoas, em Minas Gerais.
- Além do piso, entram restaurações de espelhos d’água, monumentos, iluminação e acessibilidade; a primeira obra restaurou a escultura Os Candangos, com apoio de um especialista de Porto Alegre.
O trabalho de restauração da Praça dos Três Poderes prossegue com foco especial na recuperação do piso tradicional de pedras portuguesas. A ação envolve operários, arquitectos e restauradores, sob supervisão do Iphan, para devolver o espaço cívico a visitantes e moradores. A obra é liderada pela Presidência da República em parceria com o órgão de preservação histórica.
A recuperação, centrada na superfície de pedras, é realizada de forma manual: cada peça é analisada, separada e recolocada uma a uma. A iniciativa visa manter a autenticidade histórica do piso, cuja última intervenção ocorreu em 1985. A obra tem financiamento de BNDES e Petrobras, via Lei Rouanet, com execução da Concrejato Engenharia.
A primeira fase, iniciada neste ano, já atingiu cerca de 20% do total. Ao todo são 1.328 quadrantes, com aproximadamente 22 m² cada. A conclusão do piso está prevista para dezembro, enquanto a segunda etapa, com restauração de monumentos, deve ficar pronta no primeiro semestre de 2027.
Progresso e etapas do piso
A equipe descreve cinco etapas nessa fase. Primeiro, tapumes informativos isolam o canteiro. Em seguida, as pedras antigas são removidas com marteletes. Depois, ocorre a limpeza com água, desincrustante e nova passagem pela água limpa para devolver o tom original.
O solo é compactado com máquinas e rebaixado em cerca de 5 cm antes do reassentamento. A próxima etapa envolve a aplicação da “farofa”, mistura de areia e concreto, e a colocação criteriosa de cada pedra. Por fim, as peças são niveladas e o rejunte é aplicado.
O trabalho de restauração envolve também a recuperação de espelhos d’água, monumentos, iluminação e acessibilidade. A equipe aponta que parte das pedras antigas é reaproveitada, com seleção quanto a rachaduras, resíduos de concreto e tonalidade. Novas peças vêm de Sete Lagoas, Minas Gerais, para completar o conjunto.
Pessoas e perspectivas
Laís Lobato, arquiteta do Instituto Pedra, acompanha o andamento e afirma que o projeto avança conforme o planejamento. Ela destaca que a restauração também busca preservar a história de Brasília e menciona vínculos familiares entre trabalhadores atuais e a construção da cidade.
O engenheiro civil Othon Daltro, da Concrejato, aponta que participar do projeto representa um marco profissional para quem atua no canteiro. Entre os profissionais diretos do piso, o calceteiro Afonso Henrique destaca a qualidade do trabalho e a necessidade de paciência para alcançar o padrão desejado.
O assistente de engenharia Silvestre Alberone enfatiza a importância da segurança, com uso de EPIs e proteção contra o sol, em ambiente de trabalho intenso. Ele reforça o empenho de todos para cumprir as etapas com eficiência.
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