- Em novembro de 2024, foi feita uma reserva de cruzeiro para julho para o casal e o filho com paralisia cerebral, garantindo cabine acessível.
- O filho precisa de cuidado 24 horas, com oito cuidadores, e foram feitas reservas adicionais para três acompanhantes.
- Ao confirmar os nomes em abril, foi cobrada uma taxa de £75 por mudança de nome e o crédito a bordo de $325 por acompanhante foi perdido; o passeio de barco no rio acessível foi cancelado para os três cuidadores.
- A família alegou discriminação com base na Lei de Igualdade; a Royal Caribbean respondeu rapidamente, suspendendo as taxas, reintegrando o crédito a bordo e rebookando o passeio no rio.
- O total da viagem foi de £16.000.
Royal Caribbean foi acionada após cobrar taxas por mudanças de nomes em reserva de cruzeiro para um filho com deficiência, além de cancelar uma atividade acessível sem justificativa. O caso envolve uma família britânica que planejava uma viagem neste julho, com atendimento inclusivo e credenciais de acessibilidade.
A reserva, feita em novembro de 2024, incluía a participação da esposa, do titular e do filho com deficiência grave, com a intenção de uma cabine adaptada. O pai explicou que, por cuidados de uma equipe de oito acompanhantes, seriam necessárias reservas adicionais para três acompanhantes. Como a confirmação dos nomes dependia de compromissos da equipe, a família só poderia confirmar até abril, quando o saldo deveria ser pago.
Após confirmar os nomes, houve cobrança de uma taxa de £75 por mudança de cada nome, além da perda de um crédito a bordo de $325 por cada acompanhante incluído na reserva original. Em seguida, o passageiro recebeu aviso de que um passeio de barco ribeirinho com acesso para cadeirantes seria não transferível, seria cancelado e reembolsado para os três cuidadores. Como o passeio não aparece mais na lista, não houve possibilidade de reagendamento.
Reação e desdobramentos
A família relatou que apresentou reclamação sem obter solução. Segundo o relato, a explicação parcial sugere discriminação vinculada à condição de saúde do filho, dada a necessidade de mudanças sucessivas de nomes.
A reportagem descreve que a situação pode violar a Equality Act, que proíbe políticas que discriminem pessoas com deficiência. Em resposta, a Royal Caribbean entrou em contato menos de 24 horas após o alerta, informando que as taxas de mudança seriam canceladas, o crédito a bordo seria reinstalado e o passeio ribeirinho seria reagendado.
Ainda não houve resposta oficial da empresa para perguntas adicionais. O caso permanece sob avaliação para esclarecer se houve tratamento igualitário em todas as etapas do processo de reserva e alteração de nomes. O Guardian avaliou a situação com base no relato da família, apontando o potencial enquadramento legal em questões de acessibilidade e tratamento de clientes com deficiência.
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