- Celebração do Dia Nacional do Chef de Cozinha, em 13 de maio, reúne onze chefs brasileiras para falar sobre vocação, cotidiano e pratos que carregam história.
- As respostas indicam que o que sustenta a cozinha vai além da técnica: memória afetiva, espírito de equipe e acolhimento no prato.
- Dayse Paparoto comenta que o foco é o coletivo e o cuidado com a equipe, mantendo viva a sensação de conforto no Paparoto Cucina.
- Nara Amaral reforça o aprendizado autodidata e a satisfação de ver pessoas provarem o que cozinha, destacando a galinha ao molho pardo da avó como memória.
- Tássia Magalhães ressalta que o Nelita é 100% feminino e aponta os caldos como memória afetiva, além de valorizar uma operação de restaurante bem estruturada e em crescimento.
Dia do Chef celebra a vocação de 11 profissionais da gastronomia brasileira. Em 13 de maio, data que homenageia o Dia Nacional do Chef, cozinhas de todo o país são tema de relatos sobre inspirações, rotinas e pratos que carregam história. O texto reúne nomes como Nara Amaral, Tássia Magalhães, Dayse Paparoto e outras referências da cena, mostrando que presença e afeto constroem a cozinha.
A memória afetiva orienta o trabalho de muitos chefs. Entre relatos, aparecem aromas de pão assando, galinha ao molho pardo da avó e caldos que unem família, casa e técnica. As falas sinalizam que, para além da técnica, o que sustenta é o cuidado com pessoas, equipes e histórias.
Dayse Paparoto
Vencedora do MasterChef Profissionais, Paparoto dirige o Paparoto Cucina, com unidades em São Paulo e Porto Alegre. A chef destaca o coletivo e o papel de treinar equipes para que cresçam, sentindo o prato como acolhimento. Memória afetiva: pão com patê de atum e feijoada de feijão branco com farofa.
Nara Amaral
Nara comanda Di Janela Gastronomia, Provisório Bar e Caza di Nara, em Salvador. Autodidata, ela prioriza afeto no preparo e no ensino. A avó paterna inspira a memória afetiva, com a galinha ao molho pardo, servida com macarrão e maionese. O mal assado de filé mignon também ocupa lugar especial.
Clara Shin
No Ryu, do Rio, Clara Shin transforma a saudade em cozinha de refúgio. A formação veio pela prática de vida, não pela escola. Ver o restaurante como encontro de pessoas a satisfaz é parte essencial. Jeyukbokkeum é o prato que mais lembra casa.
Aline Guedes
Monique Gabiatti comanda dois endereços no Rio, entre Botafogo. A memória passa pelas avós e pelos cadernos de receita herdados. O ritual diário é receber pescados, quando possível, e o prato de memória é o nhoque com molho ferrugem da vó Fernanda.
Tássia Magalhães
Tássia lidera o Nelita, em Pinheiros, que funciona com a cozinha 100% feminina. Em 2025, foi eleita Melhor Chef Feminina da América Latina pelo Latin America’s 50 Best. Caldas de criatividade e convivência definem o cotidiano, com foco no funcionamento do restaurante.
Nadia Pizzo
Nadia Pizzo comanda o Ráscal há mais de 20 anos, em uma rede com história de 30 anos. A satisfação vem de cuidar de pessoas e desenvolver a equipe. A memória afetiva não se prende a um prato específico, mas às histórias compartilhadas no dia a dia.
Isabela Honda
Isabela, à frente da Joya Boulangerie, em São Paulo, lembra da passagem pela arquitetura antes da gastronomia. A confeitaria e a panificação nascem do desejo de receber bem e de provocar memórias positivas, com o pão como elemento central de acolhimento.
Isabela Honda (continuação)
O pão desperta memória afetiva pela simplicidade e pelo conforto que transmite. O desejo é ver o negócio crescer com a equipe funcionando em harmonia, mantendo o salão cheio e clientes satisfeitos, com o alimento como veículo de emoção.
Veja outros relatos
Os relatos de outros profissionais entre os 11 nomes destacam a busca por identidade culinária, o papel de cada ingrediente na história familiar e a importância de transmitir conhecimento aos colegas. Em conjunto, mostram a diversidade da gastronomia brasileira e a força de uma cozinha que celebra pessoas.
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