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Justiça concede liberdade a empresário da Love Funk em operação da PF

Liberdade a empresário da Love Funk tras habeas corpus; caso tramita em segredo de justiça e envolve lavagem de dinheiro com jogos e rifas

Henrique Viana, o Rato, dono da produtora Love Funk, comemora a concessão de habeas corpus Henrique Viana no Instagram
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  • O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu habeas corpus e Henrique Alexandre Barros Viana, o Rato, foi solto.
  • Ele é investigado por integrar organização criminosa de lavagem de dinheiro ligada a jogos e rifas ilegais, preso em 15 de abril na Operação Narco Fluxo.
  • A ação da Polícia Federal cumpriu 39 mandados de prisão, além de buscas, apreensões e bloqueio de bens; envolve MC Ryan, MC Poze e dezenas de suspeitos.
  • A defesa afirma que a prisão foi arbitrária e que Viana é inocente; ele disse ter apenas pago direitos autorais a MC Ryan SP.
  • A investigação aponta lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com recursos oriundos de apostas ilegais, rifas digitais e possível relação com o tráfico internacional de drogas.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu habeas corpus e o empresário Henrique Alexandre Barros Viana, o Rato, dono da produtora Love Funk, foi posto em liberdade. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (11). O pedido foi apresentado pela defesa e acolhido pela corte.

A investigação apura a participação de Viana em uma organização criminosa de lavagem de dinheiro ligada a jogos e rifas ilegais. A ação faz parte da Operação Narco Fluxo, realizada pela Polícia Federal, em 15 de abril, que prendeu dezenas de suspeitos, incluindo MC Ryan e MC Poze.

O caso tramita em segredo de Justiça, segundo a assessoria do TRF3, o que impede a divulgação de detalhes adicionais neste momento. A defesa afirma que a prisão era arbitrária e que Viana não cometeu ilícitos, reiterando a inocência. Alega ainda que houve apenas o pagamento de direitos autorais a MC Ryan SP.

Ao comentar a decisão, a defesa de Viana informou que o habeas corpus restabeleceu a liberdade, considerando a prisão desnecessária. O empresário comunicou pelas redes sociais que não houve prática de crime por sua parte e que manterá a luta processual para comprovar sua inocência.

Contexto da operação

A PF afirmou que o esquema envolvia lavagem de dinheiro proveniente de apostas não regulamentadas, rifas digitais e outros golpes digitais, com indícios de ligação ao tráfico internacional de drogas. A investigação aponta uso de empresas ligadas à produção musical para disfarçar receitas ilícitas.

Envolvidos e desdobramentos

MC Ryan foi indicado como líder e beneficiário do esquema, segundo a decisão judicial da 5ª Vara Federal de Santos. A apuração aponta blindagem patrimonial por meio de transferências a familiares e terceiros, com reinvestimento em bens de alto valor.

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