- Justiça Federal revoga a prisão preventiva de MC Ryan SP e determina soltura dele, mediante medidas cautelares.
- Medidas incluem comparecimento a todos os atos, não se ausentar da cidade por mais de cinco dias sem autorização, comparecimentos mensais e entrega do passaporte, se houver. A decisão também atingiu Diogo Santos de Almeida.
- A ação faz parte da investigação da operação Narco Fluxo, sobre lavagem de dinheiro no entretenimento, conduzida pela Polícia Federal.
- A PF aponta fluxo financeiro de até R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos; estimativas sugerem movimentação de até R$ 260 bilhões pela organização.
- Entre os presos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias, Débora Paixão e o proprietário da página Choquei; foram apreendidos R$ 20 milhões, 55 veículos de luxo, joias e outros ativos, além de bloquear saldos em corretoras de criptomoedas.
A Justiça Federal revogou a prisão preventiva de MC Ryan SP e determinou a soltura do funkeiro, em decisão na tarde desta quarta-feira (13). O habeas corpus foi estendido ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, o “Rato”, já beneficiado em regime semelhante na segunda-feira (11).
A soltura de MC Ryan deverá ocorrer mediante medidas cautelares impostas pelo tribunal. Entre elas estão o comparecimento a todos os atos do processo, a proibição de deixar a cidade sem autorização, o comparecimento mensal em juízo e a entrega do passaporte, se houver risco de fuga.
Diogo Santos de Almeida também foi alcançado pela medida. Ambos estavam presos preventivamente no âmbito da investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro relacionada ao setor de entretenimento.
Operação Narco Fluxo
A investigação teve início com a análise de um backup na nuvem de Rodrigo Morgado, apontado como contador do esquema. Dados obtidos em investigação anterior contribuíram para a apuração, ligada à Operação Narco Bet.
Para ocultar a origem dos recursos, a organização usava o chamado escudo de conformidade, envolvendo artistas e influenciadores digitais para legitimar transações milionárias. A lavagem tinha três eixos: pulverização, dissimulação e interposição de terceiros.
A PF estima um fluxo financeiro de até R$ 260 bilhões, com sequestro de ativos e bloqueio de valores. Ao todo, foram 200 policiais, 45 mandados de busca, 39 de prisão temporária, em nove estados e no Distrito Federal.
Foram apreendidos aproximadamente R$ 20 milhões, veículos de luxo, armas, dinheiro em espécie, joias e o bloqueio de saldos em corretoras de criptomoedas. Entre os presos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias, Débora Paixão e Raphael Sousa Oliveira.
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