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Kouri Richins, viúva negra de Utah, condenada pela morte do marido

Kouri Richins recebe prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por homicídio em primeiro grau, acusada de envenenar o marido com fentanyl e motivação financeira

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  • Em 13 de maio, Kouri Darden Richins foi condenada à prisão perpeta sem possibilidade de liberdade condicional pela morte do marido Eric Richins, aos 39 anos.
  • Eric Richins morreu em 4 de março de 2022, de overdose de fentanyl, na casa do casal em Kamas, Utah.
  • A promotoria afirmou que Richins, em dificuldades financeiras, envenenou o marido com um coquetel com fentanyl e pediu drogas mais fortes, além de ter deixado um sanduíche envenenado no Dia dos Namorados.
  • Ela tentou lucrar com um livro infantil sobre luto, contratado para ser ghostwritten, e promoveu o livro na TV cerca de um ano após o crime.
  • Além disso, gastou cerca de 1,3 milhão de dólares em três meses em pagamentos de seguro de vida; o júri considerou-a culpada de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, falsificação e fraude de seguro.

Kouri Darden Richins, acusada de matar o marido com um coquetel contendo fentanil, foi condenada a prisão perpétua sem chance de liberdade condicional. A sentença ocorreu em 13 de maio, no estado de Utah, nos Estados Unidos, no dia em que Eric Richins completaria 44 anos.

Segundo o Ministério Público, a ré, mãe de três filhos, estaria em grave dificuldade financeira antes da morte de Eric Richins, em 4 de março de 2022, na residência do casal em Kamas. A polícia vinculou o crime a uma série de ações para obter dinheiro.

Antes de o caso ir a julgamento, Richins tentou desviar as suspeitas e explorou a ideia de publicar um livro infantil sobre luto, com ghostwriter. Em março, após um júri de três semanas, ela foi julgada culpada por assassinato qualificado em primeiro grau, tentativa de assassinato qualificado, falsificação e fraude de seguro.

Contexto do caso

O promotor chefe descreveu que Richins planejou o crime por motivos financeiros, incluindo empréstimos milionários para sustentar o negócio imobiliário. Testemunhas relataram que ela teria pedido à funcionária doméstica para adquirir drogas ilícitas e deixado um sanduíche envenenado no Dia dos Namorados de 2022.

A defesa contestou as acusações, destacando que Eric podia ter trazido drogas para casa após viagem ao México e que havia questões de saúde envolvidas. A defesa também questionou provas apresentadas pela promotoria, sem apresentar testemunhas próprias ao longo do julgamento.

Condenação e desdobramentos

Durante a instrução do caso, uma chamada de 911 foi apresentada ao júri, na qual Richins dizia ter registrado a morte do marido. O promotor enfatizou o gasto de Richins com seguros de vida, cerca de 1,3 milhão de dólares em três meses, após a morte de Eric.

Relatos de affair e declarações de testemunhas contribuíram para moldar a narrativa apresentada pela acusação. A investigação incluiu a contratação de uma editora fantasma para o livro infantil, cuja promoção ocorreu aproximadamente um ano após o assassinato. A família de Eric continua buscando apuração completa dos fatos.

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