- O ator Juliano Cazarré participou da Globo News no dia 12 para debater masculinidade e propagou fake news sobre feminicídio.
- Ele afirmou que “mais mulheres mataram homens” e citou números como 2.500 homens assassinados por mulheres e 1.500 feminicídios, dados falsos.
- Os números se baseiam em um vídeo de TikTok que atribui 46.328 homicídios de homens em 2024 e 6% de vítimas por parceiras, distorção de dados usados de forma inadequada.
- Especialistas destacam que o material é global, de 2013, não reflete a realidade do Brasil e mistura homicídios diversos sem separar feminicídios.
- A ONU aponta que 60% dos feminicídios globalmente são cometidos por parceiros ou familiares; no Brasil, 2025 registra recorde de feminicídios na última década.
O ator Juliano Cazarré foi à Globo News nesta terça-feira, 12, para falar sobre masculinidade. Durante a entrevista, ele apresentou dados não verificados que associam violência de mulheres contra homens a uma superioridade masculina. O espaço abriu debate sobre comportamentos no Brasil.
Cazarré comentou sobre violência no país e citou números que, segundo especialistas, são falsos. Ele afirmou que 2.500 homens teriam sido assassinados por mulheres e 1.500 feminicídios teriam ocorrido, apresentando dados sem suporte técnico.
O conteúdo questionável circulou inicialmente em vídeo no TikTok no ano passado, que distorce números oficiais. A peça afirma que 46.328 homens teriam morrido em 2024 e que 6% teriam sido cometidos por parceiras, ultrapassando a realidade de feminicídios registrados.
Contexto e dados
Especialistas lembram que o vídeo utiliza estatísticas descontextualizadas e traz uma visão global antiga de 2013. Nesse ano, o dado de parceria envolveu apenas uma parcela, não representando o Brasil ou a situação atual.
Dados atualizados apontam que, em nível mundial, cerca de 60% dos feminicídios são cometidos por parceiros ou familiares. Já 12% de homicídios de homens ocorrem na esfera privada. No Brasil, indicadores recentes indicam piora no tema.
A propagação dessa fake news ocorre em meio a debates sobre violência de gênero e políticas públicas. Organizações ressaltam a importância de informações baseadas em dados confiáveis para não dificultar o enfrentamento do feminicídio.
Para a luta contra a violência, especialistas recomendam foco em educação, denúncias e políticas públicas que protejam pessoas vulneráveis. A defesa de masculinidades saudáveis pode contribuir para reduzir abusos sem recorrer a dados incorretos.
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