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Por que grandes empresas de tech apostam em mascotes fofos

Gigantes da tecnologia apostam em mascotes fofos para humanizar marcas e ampliar conexão com consumidores, gerando ceticismo entre especialistas

Microsoft says its Mico character is "expressive, customizable and warm"
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  • Grandes marcas de tecnologia lançaram mascotes de desenho, como Apple com o Little Finder Guy e Microsoft com o Mico, para humanizar a marca e aproximar o público.
  • Pesquisas apontam que campanhas com mascotes tornam a marca mais forte e podem aumentar a participação no mercado em até 37%.
  • Além de Apple e Microsoft, Google, Reddit, Mozilla e outras empresas exploram mascotes — Google personaliza o robô verde do Android, Reddit atualizou Snoo, e Mozilla criou Kit a partir do logotipo do Firefox.
  • Especialistas ouvidos destacam preocupações: o uso de mascotes pode ampliar a personalização da IA, gerando desconforto ou sensação de manipulação em alguns consumidores.
  • A tendência de mascotes ressurge não apenas no setor tecnológico, com exemplos como Duo, o mascote do Duolingo, e a reimaginação do pinguim da Penguin, para tornar as marcas mais próximas e cativantes.

A Apple e a Microsoft lançaram mascotes animados em 2024, numa tendência que mira aproximar marcas de consumidores. A estratégia envolve personagens fofos para humanizar empresas de tecnologia e intensificar a relação com clientes.

A Apple apresentou o Little Finder Guy, uma figura azul e branca com cabeça desproporcional, para promover um novo laptop. O recurso ganhou cobertura positiva em redes sociais desde março, segundo veículos de imprensa.

A Microsoft revelou o avatar Mico para o Copilot, seu assistente de IA. A empresa diz que Mico não é mascote, mas uma identidade visual opcional, capaz de tornar conversas com IA mais naturais.

O que motiva a estratégia

Dados de 2019 apontam que empresas com mascotes têm maior probabilidade de ampliar participação de mercado do que aquelas sem. Especialistas veem o uso como forma de dar voz, rosto e personalidade a marcas consideradas frias.

Entre exemplos, está o Android, da Google, com o robô verde que ganhou versões personalizadas via aplicativo lançado em setembro passado. Usuários podem enviar selfie para que o mascote passe a vestir roupas diferentes.

Reações e preocupações

Pesquisadores e profissionais destacam ganhos de conexão, mas alertam para riscos. Alguns apontam aumento da desconfiança em grandes empresas de tecnologia e o uso de IA para interações personalizadas pode soar invasivo.

Dados de mercado citados por analistas reforçam que mascotes podem estimular engajamento, mas também exigem cautela em relação a mensagens e privacidade. A Mozilla, por exemplo, transformou o logo do Firefox em um mascote chamado Kit, para diferenciar-se de concorrentes.

Outras iniciativas e debates

Além da tecnologia, marcas de diversos setores recorrem a mascotes para cativar públicos. Penguin, por exemplo, criou uma série de ilustrações do pinguim para fortalecer presença em redes, campanhas e ações sociais.

Especialistas ressaltam que, embora a tendência seja forte, o equilíbrio entre fofura e clareza de comunicação continua essencial. Como em outras áreas de marketing, a autenticidade permanece como desafio.

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